Conheça Zoe Quinn, a mulher que implantou um chip multiuso em sua mão

Por Redação | 12 de Maio de 2014 às 16h10

Para algumas pessoas, ser fã não é só ter pôsteres do seu jogo favorito na parede, inúmeras miniaturas em uma prateleira e ter detonado 100% do jogo. É preciso de, digamos, um algo a mais. Zoe Quinn que o diga.

De acordo com o Kotaku, ela começou a se tornar um verdadeiro ciborgue após implantar algumas peças tecnológicas em seu corpo nos últimos dois anos. O mais recente é um microchip que a permite fazer o que ela quiser, desde que o chip seja programado para isso.

Quinn escreveu o seguinte em seu blog: "Eu não tenho certeza de tudo que possa fazer. Posso lhes adiantar que planejo criar um jogo que possa ser jogado de forma integrada ao microchip, e que posso desbloquear meu celular facilmente com o chip, além de transmitir dados a dispositivos como aparelhos Android".

Aí você se pergunta: mas como ela vai transferir dados com o próprio corpo?

E a gente te responde: existe uma sigla chamada NFC, que significa Near Field Communication (Comunicação por Campo de Proximidade, em português). A tecnologia permite a troca de informações sem fio entre dispositivos que estejam próximos um do outro. Quando esses dispositivos ficam suficientemente próximos um do outro, a comunicação entre eles é estabelecida. Qualquer dispositivo que utilize um chip NFC pode se comunicar com outro, desde que haja a proximidade necessária.

Uma das proezas que Quinn está fazendo com o pequeno chip é entregar chaves de ativação gratuitas da Steam. E ela escolheu nada mais nada menos que Deus EX, um jogo extremamente cyberpunk. Coincidência? Provavelmente não. Veja abaixo uma pequena demonstração (em inglês).

Além disso, Quinn também possui um imã em seu dedo anelar esquerdo, envolto em silicone. Ela pode sentir campos magnéticos, fios, e até mesmo pegar moedinhas com o dedo.

Se você tiver curiosidade e se responsabilizar por qualquer tipo de reação às fortes cenas do vídeo abaixo, pode ver como ela implantou o chip (se não quiser acompanhar as explicações e comentários de Quinn, pule direto para 4:08):

"As partes mais difíceis foram passar pela pele e pela parte cônica. Você precisa chegar mais fundo que isso, porque senão o chip vai voltar para o orifício por onde entrou", explica Quinn.

É importante deixar claro que Quinn fez uma boa quantidade de pesquisas sobre modificação corporal. Portanto, não tente fazer isso em casa.

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