Aeroporto venezuelano cobra taxa para passageiros 'respirarem ar puro'

Por Redação | 15.07.2014 às 07:15
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A vida não está mesmo fácil para ninguém, nem para aqueles que viajam e têm que passar pelo Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetia em Caracas, na Venezuela. Lá, o ar condicionado que é indispensável ao conforto dos passageiros, é cobrado como se fosse um extra.

É isso mesmo. Todos os viajantes que passam pelo terminal aeroviário, em voos domésticos ou internacionais, agora têm que pagar uma taxa de cerca de US$ 18 por um novo aparelho condicionador de ar instalado no começo deste ano. A informação está publicada no site do próprio aeroporto.

A taxa é obrigatória e deve ser paga na hora que o check-in é feito no terminal. Segundo o aeroporto, o aparelho instalado é "revolucionário" porque "limpa o ambiente" e injeta ozônio na atmosfera para melhorar o meio-ambiente e proteger os passageiros. Além do mais, esse é o primeiro aparelho condicionador de ar do tipo que é instalado em um aeroporto da América do Sul e Caribe.

A obrigatoriedade do pagamento da taxa começou a valer no primeiro dia deste mês de julho e, como era de se esperar, desagradou a todos que passam pelo aeroporto venezuelano. Indignados, muitos deles têm usado o Twitter para expressar seu descontentamento.

"Enquanto o mal-cheiro dos banheiros me asfixia... eles começaram a cobrar 127 bolivares (US$ 18) para respirar ozônio"

Um outro passageiro reclama que independentemente das funções extras do aparelho, parece que ele não é capaz de fazer com que a temperatura seja agradável.

"O aeroporto de Maiquetia está com 36 graus. Deve ser a injeção de ozônio que faz a temperatura aumentar"

Já outros reclamam da falta de serviços básicos no aeroporto da cidade, que sequer tem água nos banheiros e animais de rua circulam livremente dentro dele.

"Alguém me explica qual é essa de ozônio em Maiquetia? Os banheiros não têm água, o condicionador de ar está quebrado, há cachorros andando no aeroporto e há ozônio?"

Embora afirme que a taxa é para custear o novo tipo de aparelho condicionador de ar, a verdade aparente é que o aeroporto pode estar tentando compensar o baixo número de pousos e decolagens que têm sido feitos lá.

Segundo a CNN, no começo deste ano várias companhias aéreas internacionais optaram por suspender ou reduzir suas atividades na Venezuela devido à megalomania do governo que quer controlar até mesmo os preços dos tickets das empresas. A ação, inclusive, teria diminuído a rentabilidade das linhas aéreas, que acharam por bem abandonar as rotas de voos para o país.

Já pensou se a moda pega?