Nova profissão surge revigorada pelo Big Data

Por Colaborador externo | 29 de Maio de 2015 às 09h05

Por Edson França*

O conceito de Big Data não é novidade para o mercado. Porém, os benefícios e as possibilidades de utilização nem sempre são conhecidas e aplicadas. Sendo assim, é preciso entender que o simples agrupamento de um grande volume de informações não garante sua total aplicabilidade.

Algumas empresas desconhecem o real potencial de utilização e os ganhos do uso analítico do Big Data - conjunto de soluções tecnológicas capaz de lidar com dados digitais em volume, variedade e velocidade inéditos até então. Na prática, a tecnologia permite analisar qualquer tipo de informação digital em tempo real, sendo fundamental para a tomada de decisões; permitindo entender melhor o comportamento dos clientes, explorar dados internos, criar eficiência, transparência, competitividade e inovação na empresa. O grande ganho se dá pela visão analítica ou predição, que a partir de insights extrai valor com base no conjunto de dados disponível.

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Ter um grande volume de informações não significa nada se não houver uma equipe qualificada de olho na estratégia de negócio e capaz de explorar o potencial da tecnologia, modelos matemáticos, estatística aplicada e governança de dados que fará a diferença. A criação de valor a partir da análise de dados exige uma série de competências, como por exemplo, a preparação e integração dos dados, o desenho de arquitetura de ambientes computacionais e banco de dados especializados e a mineração de dados e algoritmos inteligentes. Para isso, surge um novo profissional: o Cientista de Dados.

O foco deste profissional está no Gerenciamento de Dados (busca entender, integrar, manipular, qualificar e preparar os dados), na Modelagem Analítica (por meio de conhecimentos analíticos de algoritmos e técnicas de mineração, interpretação de dados e na elaboração de diagnósticos (insigth), que atendem aos requisitos de negócios) e nos Objetivos do Negócio (direcionador das estratégias, metas e restrições, tomadas de decisão, acompanhamento e comunicação dos resultados).

Além da importante atuação do Cientista de Dados frente às estratégias das empresas, também podemos mensurar sua relevância quando, em fevereiro deste ano, Barack Obama - presidente dos Estados Unidos - anunciou a contratação do primeiro cientista-chefe de dados em um governo de estado! Este fato demonstra a importância deste profissional e do Big Data para o mundo de hoje e dos próximos anos.

A demanda por esses profissionais é maior do que a disponibilidade deles no mercado. De acordo com o instituto de pesquisas Gartner, a procura por cientista de dados é crescente e a ampliação das iniciativas de Big Data demandará cerca de 4,4 milhões de especialistas no segmento em todo o mundo ainda este ano. Por isso, as empresas têm procurado capacitar seus profissionais a fim de torná-los “Cientistas de dados” e obter mais competitividade. Interessados em adequar-se a essa nova oportunidade do mercado, devem buscar qualificação em cursos de especialização em Big Data.

Prepare-se! O segmento de Tecnologia da Informação não para e, em breve, outras novas profissões certamente virão.

*Edson França é coordenador do curso de Banco de Dados da BandTec

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