Como as concessionárias de energias podem aplicar o Big Data?

Por Colaborador externo | 30 de Junho de 2015 às 12h04

Por Edson Sayeg*

O Big Data tem um potencial imenso que já revoluciona os negócios das empresas na era digital, reunindo grandes quantidades de informações para analisá-las num instante e chegar a incríveis conclusões, melhorando a tomada de decisão, o que consequentemente, gera lucro em áreas antes não imaginadas. Entretanto, quando trazemos este movimento para o segmento de Utilities, o mercado volta e meia se vê diante de duas perguntas crucias: Big Data é uma solução para o problema do meu negócio? E se elas existem, estão focadas no business?

Há uma nova geração de tecnologias e arquiteturas projetadas para extrair valor de grandes volumes e variedades, em uma exponencial velocidade de capturas, análises e descobertas.

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Para se ter uma ideia da montanha de dados, 400 milhões de tweets são enviados por dia, 30 bilhões de conteúdos são compartilhados todos os meses no Facebook, 4 bilhões de horas de vídeo são assistidos no Youtube todos os meses e mais de 6 bilhões de pessoas possuem celular. Trazendo esses números do mercado geral para as concessionárias, o cenário não é diferente, já que a quantidade de dados gerados diariamente também está na ordem de algumas dezenas ou centenas de Terabytes.

Se a organização souber como utilizar seus dados, poderá antecipar algumas ações, tais como beneficiar seus produtos; controlar e cortar gastos desnecessários; melhorar a produção (produzir mais em menos tempo); evitar desperdícios de recursos e analisar mais profundamente os seus concorrentes.

Se olharmos para as concessionárias de energia elétrica, este volume de informações que trafega na rede pode ser utilizado para a antecipação de ocorrências. Como exemplo podemos citar a melhoria na fiscalização, nos cortes de energia, assim como na rota e nos serviços estabelecidos para as equipes de campo.

O conceito trazido pelo Big Data poderá executar projetos com análises de dados disponíveis dentro da empresa, no próprio banco de dados, e terá a oportunidade de criar novos negócios. Para isso, um dos grandes desafios diz respeito à criação e sofisticação de algoritmos para análise preditiva dos dados e, posteriormente, o desenvolvimento de uma análise prescritiva deles. Nesta linha de raciocínio, podemos citar como benefício para o mercado de energia elétrica a melhoria na assertividade de detecção de fraudadores de energia, pois com mais dados e variáveis para poder analisar, consequentemente haverá mais capacidade de processamento e de aprimoramento dos algoritmos para precisar com mais eficiência onde isso está ocorrendo.

E os benefícios não param por aí. O volume de informações disponíveis na rede poderá apoiar ações preventivas de podas de árvores, visando redução de perdas elétricas, assim como o monitoramento da rede de transmissão, incluindo variáveis climáticas que fornecem maior precisão para a manutenção e o preparo do time de campo, sem contar a gestão dos turnos e os controles de materiais para diminuir os gastos. Tudo isso resultará num resultado mais eficiente de prestação de serviço e, consequentemente, a satisfação do consumidor.

Acredito que o sucesso de um projeto de implantação de Big Data depende do cumprimento de algumas regras básicas, tais como ter uma equipe dedicada e conhecedora do negócio, incluir um profissional que está surgindo no mercado, o Cientista de Dados (Data Scientist), implementar iniciativas pequenas nos primeiros projetos, mostrar resultados à alta gestão e presidência e, somente após consolidar as etapas anteriores, parta para o desafio de projetos maiores.

A área de inovação poderá ser um apoio excepcional para materializar este conceito, pois um dos seus principais objetivos é ajudar as empresas nos projetos de Big Data. Essas soluções inovadoras permitirão às empresas extrair o máximo valor dos seus dados com a capacidade de transformá-los em uma visão de negócios. Acreditamos que as oportunidades existem, mas exigem criatividade.

*Edson Sayegé diretor da área de Inovação Tecnológica da Sonda Utilities, divisão de soluções para os setores de energia, saneamento e gás da Sonda IT, maior integradora latino-americana de soluções de Tecnologia da Informação.

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