Big Value Data: porque tamanho não é documento

Por Colaborador externo | 17.04.2015 às 10:41

Por Maurício Andrade de Paula*

O resultado de uma recente pesquisa global do Gartner apontou que 73% das organizações têm investido ou pretendem investir em Big Data nos próximos dois anos. O número de companhias que afirmam não ter planos para investir em estratégias de análises de dados não estruturados caiu de 31% em 2013, para 24% em 2014. Só no Brasil o mercado deve movimentar, com big data e Analitycs, cerca de US$ 965 milhões em 2018.

Mas isso não é tudo, os números são otimistas, mas na prática pode ser bem diferente, pois grande parte desses projetos tende ao fracasso, já que as companhias/executivos não se atentam ao fato de que o big data não significa apenas armazenar grandes quantidades de informação. O ‘big’ está sim atrelado ao tamanho, mas mais do que isso, está ligado também à quantidade de informações heterogêneas com as quais a empresa vai ter que lidar, como forma, tipo de informação, estruturada, não estruturada, textos, cliques, etc. O igualmente chamado ‘lago de dados’ vai receber uma série de informações, e para isso, a empresa precisa estar preparada para processar esses diferentes dados, separá-los, analisá-los e agrupá-los devidamente e eficientemente.

Armazene, descubra e atue

E se olhássemos através de uma lupa o termo ‘big data’? Poderíamos ver bem pequena, ao lado das duas palavras, uma terceira: value, ou seja, muita informação sim mas com valor agregado.

A pergunta é: de que adianta armazenarmos um universo de dados se não extrairmos valor deles? E o valor vai depender do tipo de negócio ou da estratégia que a organização está buscando. E, assim como é importante armazenar o que faz sentido, mais importante ainda é se desfazer daquilo que não gera valor. As companhias não precisam e nem devem manter custos desnecessários para somente acumular dados. Algumas perguntas simples que ajudem a determinar por quanto tempo a informação será necessária para análise se tornam extremamente importantes, auxiliando a organização a trilhar o caminho que estabelecerá o real valor do big data.

Após definir e aprender a lidar com a quantidade, a variedade – diversas fontes e tipos de dados - e a qualidade - descobrir o que serve ou não para o seu negócio – é chegada a hora de começar a gerar retorno.

O ponto criativo é onde a mágica acontece! É esse o momento de descoberta e experimentação, onde diversos dados são submetidos a novas perguntas, filtros, modelos estatísticos, etc. As análises a essas respostas e indicadores revelarão os melhores caminhos para a tomada de decisão na organização. E a informação se torna inútil se não agirmos sobre os resultados que ela traz. É como se, por exemplo, você notasse um aumento das vendas de certo produto num mesmo período dos últimos anos, e não tomasse nenhuma atitude, como gerar descontos ou promoções para alavancar ainda mais as vendas. Quando seu carro indica que a gasolina está acabando você espera até o fim do tanque ou para no posto mais próximo?

O ponto de partida são as perguntas que a organização quer fazer, a partir daí o caminho vai ficando mais fácil, até a empresa conseguir, com certeza, extrair todo o valor que um projeto de big data value pode proporcionar. Pronto para começar?

*Maurício Andrade de Paula é Senior Industry Consultant da Teradata para as indústrias de Varejo, Manufatura, E-Commerce e Telecom.