A era do Big Data nas instituições de ensino superior

Por Colaborador externo | 01 de Junho de 2015 às 07h42

Por Pavlos Dias*

Os desafios que as instituições de ensino superior enfrentam nos dias atuais são inúmeros e demandam investimentos em tecnologias e ferramentas que possam tornar as decisões ligadas a esses desafios mais assertivas. Uma das possibilidades é o uso do Big Data, análise de dados robusta, com alto poder de processamento, permitindo análises mais precisas que antes não eram usados pelas instituições de ensino superior. Se aproveitados de forma inteligente, esses dados podem fornecer informações relevantes e apoiar decisões estratégicas.

Hoje, com a disponibilidade desse tipo de análise, é possível fazer uso de tecnologias dentro da instituição de ensino, tais como o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem, e extrair informações que ajudarão na tomada de decisão relacionadas a novos investimentos, expansões do uso e diversificação de métodos. Por entender os dados relevantes, as instituições podem usá-los em seu favor, seja para atrair novos alunos pela qualidade da sua oferta, ou para reter e fidelizar esse público.

Afinal, embora a procura pelo ensino superior cresça, também há um grande número de desistentes nos primeiros anos da vida acadêmica. A inteligência de dados permite que professores e instituições de ensino tenham acesso a análises específicas, como desempenho do aluno por disciplina, histórico escolar, relatório de atividades complementares, notas, entre outras análises, que permitem ao professor enxergar o aluno como indivíduo e ter uma visão geral sobre o seu desempenho no curso; e a instituição, entender o perfil de determinados grupos e direcionar melhor seus investimentos, seja para retenção de conteúdo, novos processos educacionais, treinamentos dos professores, etc.

Mas, e o que o futuro reserva?

Hoje, o Big Data pode ajudar instituições a superar problemas específicos para fornecer melhores serviços para o seu público, mas em pouco tempo a conectividade permitirá que as IES deem passos maiores usando inteligência, internet e a ampla disponibilidade de dados. Aqui entra a Internet das Coisas (Internet of Things), um termo em inglês relacionado à conectividade de objetos e sensores pela rede, que se associado ao Big Data, fornecerá ainda mais informações concretas aos gestores das universidades.

Diferente dos dias de hoje, em que os dados são produzidos primordialmente por sistemas de aprendizagem, com a IoT, as instituições poderão ampliar sua visão, revolucionando sua oferta e modelo de gestão, porque terão acesso a informações estratégicas, que apoiarão a tomada rápida de decisão. Então, se você ainda não deu os primeiros passos a favor do Big Data, corra e prepare-se, porque o que vivemos hoje é apenas o começo de uma era de dados cada vez mais interligados pela rede. Afinal, a ampla conectividade não apenas mudará a forma como vivemos, mas gerará uma quantidade imensa de informações que se analisadas de forma precisa e inteligente poderão gerar grandes diferenciais competitivos.

Tenha em mente que é preciso começar, e o primeiro passo para iniciar um projeto de Big Data é entender que a análise deve fazer parte de uma estratégia ampla e de longo prazo. As IES devem traçar objetivos, possuir ferramentas adequadas para posteriormente expandir o uso dos dados gradualmente – tendo em mente que o aluno, objetivo final da educação, precisa ser o principal beneficiado, afinal, será o renome individual dele que tornará a instituição conhecida e reconhecida no mercado.

*Pavlos Dias é gerente da Blackboard do Brasil, uma das principais desenvolvedoras de tecnologia educacional do mundo e tem como meta reimaginar a educação.

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