A crise econômica e o Big Data

Por Colaborador externo | 06.07.2015 às 16:42

Por Ruy Nishimura*

Em momentos de crise econômica e mercado enfraquecido – conjuntura que afeta o Brasil hoje –, as empresas precisam ser cautelosas e ter em mãos dados concretos que as ajude a tomar as decisões corretas ao traçar estratégias para melhorar a competitividade. A previsão é que as soluções de Big Data possam se beneficiar desse período e crescer: estima-se um incremento do setor de até 40% até o fim de 2015.

O termo, que vem se tornando mais popular e procurado pelas empresas nos últimos dois anos, não é exatamente novo: surgiu em 2005 com o Google e tem como principal objetivo organizar, por meio de plataformas de tecnologia da informação, grande volume de informações gerado nas redes sociais, smartphones, câmeras e sistemas operacionais de empresa, usando-as para a gestão de negócios. Hoje, muitos dados e informações ficam espalhados em várias bases. Quando falamos em Big Data, o que acontece é que todos esses elementos são centralizados em um só lugar. É um trabalho de filtro, uma mineração de dados que vai servir para a empresa fazer uma boa análise e obter informações estratégicas.

Por isso, a perspectiva é de crescimento em plena crise, já que, quem tem um negócio precisa pensar melhor sobre o perfil de seus clientes para fazer eventuais investimentos. A solução possibilita saber, por exemplo, de que maneira atuar junto ao cliente com um menor risco e custo. Por isso, percebemos que a crise pode ser uma grande oportunidade para o Big Data.

Outra vantagem da solução, que leva em conta os chamados “3 V´s” (volume, velocidade e variedade, fatores determinantes para a pesquisa), é que ela é versátil. O Big Data pode ser usado tanto em grandes como em pequenas empresas, e nas mais variadas temáticas. Informações de vários tipos são compiladas. Por exemplo: o Big Data pode ajudar a melhorar o fluxo do trânsito de grande capitais, como São Paulo, que sofrem com o tráfego diário. Por meio de uma análise em tempo real é possível desenhar padrões para melhorar o trânsito, como aumentar ou diminuir o tempo de um semáforo, ou colocar sinalizações para fluxos alternativos.

Outra utilidade é na detecção de risco e fraude (um banco pode criar seu padrão de perfil de cliente, e ficar em alerta quando se foge da regra desenhada), além da análise de dados por lojas ou e-commerce. É possível saber por que o cliente compra um determinado produto, o que chamou a sua atenção, e qual o perfil desse comprador. A organização desses dados para fazer uma investigação coerente é a medida primordial no uso da ferramenta. O cuidado e a atenção na hora de inserir os dados melhoram a qualidade da análise. As informações devem estar completas, nunca pela metade.

É preciso que as empresas comecem a se atentar para a importância de uma verificação completa do mercado, possível com o uso de Big Data. Para se tornar mais competitivo, atrair e reter clientes, é necessário conhecê-los. Para quem quiser saber mais sobre os conceitos de Big Data, uma boa saída é aproveitar informações gratuitas que muitos fabricantes de soluções tecnológicas oferecem, como a IBM. No site www.bigdatauniversity.com há uma série de materiais, além de cursos online gratuitos sobre a tecnologia.

* Ruy Nishimura é diretor técnico da eWave do Brasil, multinacional provedora de soluções de TI.