Uso do Big Data para a tomada de decisão: sua empresa está no caminho certo?

Por Colaborador externo | 03 de Setembro de 2014 às 16h30

Por Hevertom Fischer*

Você sabia que a seleção alemã, que foi o grande case desta Copa do Mundo em relacionamentos, interação, conteúdo, simpatia, educação, planejamento, investimentos, engajamento, encantamento, comportamento, marketing, relações públicas e sorrisos, também fez uso intensivo do Big Data para estruturar e planejar sua estratégia de jogo ?

Ao analisar as diversas informações, coletadas desde a preparação até durante os jogos da Copa, a seleção foi capaz de se adaptar aos adversários. Eles estudaram dados como posicionamento dos jogadores, passes certos e errados, chutes a gol, histórico de vitórias, entre outros.

É obvio que somente coletar as informações, armazená-las e interpretá-las não é garantia de sucesso, mas, no caso da Alemanha, isso ajudou muito.

E nas nossas empresas, o Big Data pode ajudar?

Existem diversos conceitos para Big Data, porém os autores estão chegando a um consenso que Big Data é um conjunto de dados extremamente grande e que, por este motivo, necessita de ferramentas e tecnologia apropriada para que o acesso e manipulação destes dados ocorram em tempo hábil para a tomada de decisão. Com o avanço das tecnologias, mais e mais dados estão sendo gerados diariamente e, com a criação e conexão de novos dispositivos em redes, este crescimento é exponencial. Acredita-se que 90% de toda a informação armazenada no mundo foi gerada nos últimos dois anos.

Para conceituar e classificar o Big Data, foram criadas algumas características hoje conhecidas como os 5 Vs: Volume (quantidade de dados, que é a característica mais conhecida), Veracidade (os dados necessariamente devem ser confiáveis), Variedade (os dados podem ser estruturados e não estruturados, tais como documentos , vídeos, imagens, sensores), Velocidade (é o tempo em que se consegue transformar o dado em informação relevante; muitas vezes há necessidade de que seja em tempo real), Valor (é necessário que se tenha retorno sobre o investimento; de nada adianta investirmos muito dinheiro em um sistema de tratamento de Big Data que não traga retorno significante).

E é na característica de VALOR que faço as seguintes perguntas: Em base em que sua empresa toma as decisões? Qual o primeiro passo?

É natural que estudar a concorrência e o mercado façam parte de nossas rotinas e de nossa tática de jogo: nossas empresas já possuem uma série de dados que são gerados diariamente através dos sistemas de ERP, Gestão de Pessoas, CRM – que controlam a operação – e que são armazenados normalmente em banco de dados estruturados. Estes dados possuem um grande Valor que normalmente são pouco ou nada explorados. Grande parte das empresas que conheço ainda toma decisões baseadas na extração dos dados operacionais. Dados estes que são transferidos para relatórios e planilhas e que levam horas e até dias para serem gerados, tornando a informação pouco confiável e, muitas vezes, chegando tarde para a tomada de decisão, não gerando nenhum painel de informações com os principais indicadores da empresa.

Neste cenário, explorar o Big Data parece um sonho longe de ser alcançado, assim como uma vitória de 7x1, não? Entretanto, o primeiro passo é utilizarmos ferramentas de análise como o Business Inteligence (BI) ou o Business Analytics (BA) – ferramentas complementares aos sistemas operacionais e que trazem benefícios imediatos para a gestão das empresas.

Com a capacidade de gerar Insigths visuais, estas ferramentas podem melhorar a eficiência da empresa ao entregar a informação no momento que é necessária e, com o apoio dos dispositivos móveis hoje disponíveis no mercado, conseguem entregar a informação em qualquer lugar. Vamos dar o primeiro passo? Só se consegue chegar ao sucesso com planejamento, monitoramento e muito trabalho. A Alemanha que o diga.

* Hevertom Fischer é gerente de produto da fabricante de softwares Senior.

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