Empresas ainda lutam para extrair o máximo do Big Data

Por Redação | 23 de Setembro de 2013 às 16h29

A expansão das tecnologias de Big Data e todo o hype que acompanha o assunto tem feito com que muitas empresas adotem de forma prematura aplicações e tecnologias para lidar com o grande volume de dados. Uma pesquisa recente mostrou que 46% dos entrevistados relataram que eles perceberam apenas “valor parcial” de implementações de Big Data, enquanto 2% associaram os investimentos como “falhas totais, sem valor alcançado”.

O estudo foi realizado pela empresa de pesquisa open-source Wikibon, e apontou que as empresas esperam um retorno de US$ 3 a US$ 4 para cada US$ 1 investido em tecnologias de Big Data ao longo dos próximos três a cinco anos. No entanto, a maioria das companhias consegue atualmente um retorno de aproximadamente US$ 0,55 por dólar investido.

Big Data ROI

Imagem: Wikibon

De acordo com a Wikibon, as três principais razões que impedem as empresas de alcançar o máximo de Return On Investment (ROI) no Big Data são:

  1. A falta de profissionais qualificados em Big Data;
  2. Tecnologia imatura;
  3. Falta de projetos estratégicos.

Empresas interessadas em alavancar o Big Data para conduzir resultados de negócios impactantes devem estar preparadas para lidar com a ameaça dupla proveniente da falta de profissionais capacitados para lidar com grandes volumes de dados e com a tecnologia imatura. Para superar esses obstáculos e obter um valor significativo a partir desses dados, as empresas devem considerar envolver outras organizações no processo, com profissionais especializados e/ou serviços em nuvem.

Além disso, parece que muitas organizações ainda não conseguem alinhar grandes projetos de dados com objetivos de negócio específicos, ou para determinar claramente o quão o Big Data pode ajudar a atingir seus objetivos de longo prazo antes de investir em novas ferramentas e tecnologias.

"Muitas dessas implementações são conduzidas pelos departamentos de TI, que por vezes estão procurando como descarregar parte da carga de trabalho de seus sistemas relacionais existentes”, diz o analista da Wikibon, Jeffrey F. Kelly. “Basicamente, eles carregam um monte de dados e os disponibilizam para seus cientistas e analistas de dados fazerem uma análise exploratória. Você tem um monte de experiências em andamento, mas nenhuma aplicação comercial real vinculada a elas".

A Wikibon indica que as empresas que desejam começar a trabalhar com Big Data comecem com pequenos projetos estratégicos. “Escolha um case menor, algo que vai ser mais fácil medir e faça isso com a área que é estratégica para o seu negócio, em vez de um case de uso periférico. A maioria dos projetos de sucesso que vimos não é iniciada por TI, e sim conduzida mais pelos times de negócio, marketing ou finanças”.

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