Como o Big Data vem sendo utilizado para melhorar nossas vidas e mudar o mundo

Por Redação | 07 de Fevereiro de 2014 às 14h51

O Big Data está cada dia mais em evidência e, como sempre acontece na tecnologia, há os céticos que dizem que tudo não passa de enrolação. Para mostrar que a coisa não é bem assim, o especialista Bernard Marr escreveu ao LinkedIn e apontou em que áreas o Big Data é utilizado estrategicamente e quais os benefícios de utilizá-lo.

Mapear e entender os consumidores

Essa é a área em que o Big Data é mais utilizado e amplamente divulgado. Com ele, as empresas podem compreender melhor seus consumidores, seu comportamento e preferências. Cada vez mais as empresas expandem sua análise de dados e adicionam outros dados vindos, por exemplo, das mídias sociais e navegadores para traçar o perfil dos clientes com mais precisão.

Com essas análises em mãos, varejistas conseguem prever que produtos seus clientes comprarão – e o que eles estão precisando –, seguradoras de automóveis sabem o quão bem seus clientes dirigem e partidos conseguem eleger políticos. Há quem acredite que a vitória de Barack Obama nas últimas eleições presidenciais dos EUA foi devido à capacidade de sua equipe conseguir trabalhar com Big Data enquanto o oponente não.

Entender e otimizar os processos do negócio

O Big Data também tem sido utilizado para otimizar os processos de vários negócios. Os varejistas que o adotaram agora conseguem otimizar seus estoques baseados nas previsões geradas a partir da análise de dados das mídias sociais, buscas na internet e até previsão do tempo. Outro processo que vem se favorecendo do Big Data é o de entrega de suprimentos e produtos. Analisando informações de tráfego e integrando-as às rotas de entrega, as empresas conseguem otimizar e traçar o melhor caminho possível para as entregas.

Qualificação pessoal e otimização de desempenho

Engana-se quem pensa que o Big Data serve apenas para empresas e governos: ele pode ser utilizado por gente como a gente também. Tome por exemplo a Jawbone Up, pulseira que monitora informações sobre nós como quantas calorias consumimos e gastamos diariamente, que atividades fazemos e como dormimos. Para nós, essas informações podem não passar de curiosidades. Mas se analisarmos a quantidade de dados que as pulseiras colhem de todas as pessoas que as utilizam todos os dias, então conseguimos imaginar que há informações suficientes para que possamos fazer uso delas e darmos um salto na nossa qualidade de vida.

Melhorar a saúde pública

O poder computacional do Big Data nos permite decifrar uma cadeia de DNA completa em apenas alguns minutos e em breve nos permitirá descobrir curas de doenças que até agora não conseguimos. Agora imagine os dados de milhares de pessoas coletados por relógios e pulseiras inteligentes e como eles podem ser utilizados para curar dezenas de doenças em todo o mundo. É o que acontecerá num futuro próximo quando laboratórios e clínicas deixarão de utilizar amostras de algumas poucas pessoas e passarão a consultar informações de todo mundo.

Há algo semelhante a isso acontecendo em algumas maternidades nos Estados Unidos, onde médicos registram e analisam padrões cardíacos e respiratórios de todos os bebês que nascem e, por isso, elaboraram um algoritmo capaz de antecipar o diagnóstico de infecções 24 horas antes do surgimento de qualquer sintoma. Graças a isso, eles conseguem intervir e salvar a vida de crianças frágeis em que, cujo quadro clínico, qualquer minuto é importante.

Melhorar o desempenho de atletas

Se antes alguns atletas recorriam ao uso de substâncias anabolizantes para melhorar seu desempenho, agora eles podem utilizar o Big Data. Já existem vários softwares de monitoramento e análise de desempenho esportivo disponíveis no mercado. Entre eles destaca-se o IBM SlamTracker, que faz a análise de vídeos para monitorar o desempenho de cada movimento do atleta durante uma partida de tênis, futebol ou baseball. Em esportes como golfe e basquete, sensores são acoplados às bolas e os dados vindos delas são utilizados para definir como o atleta pode melhorar seu desempenho.

Atletas de alto nível também têm suas atividades fora do ambiente de trabalho monitoradas. A partir de relógios e pulseiras inteligentes, o clube é capaz de monitorar os hábitos alimentares e o sono do atleta, bem como suas interações sociais para determinar como seu estado emocional impacta seu desempenho.

Revolução científica

A ciência e suas pesquisas estão experimentando uma verdadeira revolução graças às novas possibilidades que o Big Data trouxe a elas. Tome por exemplo o CERN, o laboratório suiço de física com seu enorme acelerador de partículas. Os experimentos conduzidos ali estão tentando desvendar alguns dos segredos do universo, como ele começou e como funciona, mas eles não seriam possíveis se não fosse a gigantesca quantidade de dados coletada diariamente. Para se ter uma ideia, o datacenter do CERN conta com mais de 65 mil processadores que analisam 30 petabytes de dados. Agora imagine todo esse poder computacional empregado em outras áreas e para outros fins e conseguimos vislumbrar os caminhos que a ciência está prestes a trilhar.

Melhorar o desempenho de máquinas e dispositivos

As análises obtidas pelo Big Data têm ajudado máquinas e dispositivos a serem mais inteligentes e mais autônomos. Um exemplo disso é o carro que dirige sozinho criado pelo Google. Ele é operado única e exclusivamente por ferramentas de Big Data, que analisam dados coletados por câmeras, GPS e sensores para conduzir o carro em segurança sem intervenção humana.

Melhorias na segurança

O Big Data também é aplicado no melhoramento da segurança e na criação e execução de leis mais efetivas. O exemplo mais recente dessa aplicação é o maior escândalo de privacidade de todos os tempos envolvendo a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) e seu ex-técnico de informática Edward Snowden. Segundo Snowden, o governo estadunidense não só utilizou a análise de dados do Big Data para prever ataques terroristas, como também para nos espionar.

A polícia também utiliza ferramentas e técnicas de Big Data para capturar criminosos e até mesmo antecipar-se à ação deles. Operadores de cartão de crédito, por outro lado, utilizam os dados para detectar e evitar que transações fraudulentas sejam feitas.

Melhorias na infraestrutura de cidades e países

O Big Data também pode ser aplicado para melhorar cidades e países. O primeiro exemplo que vem à cabeça é daquele que é um dos maiores problemas das grandes cidades: o tráfego de carros em horários de pico. Já existem cidades que são consideradas "inteligentes" por utilizarem o Big Data para melhorar a infraestrutura do trânsito e o serviço público. Dessa forma, consegue-se sugerir às pessoas vias e transportes alternativos aos que elas estão acostumadas a tomar para diminuir o tráfego e evitar congestionamentos.

Mercado financeiro

Os algoritmos do Big Data são utilizados no mercado financeiro para auxiliar agências e firmas na tomada de decisões. Atualmente, a maioria das operações e negociações no mercado financeiro é feita através de algoritmos que analisam dados vindos de mídias sociais e sites de notícias antes de decidir se comprarão ou venderão uma ação – tudo em frações de segundos, claro.

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