Big Data: transformando a indústria de telefonia móvel

Por Joyce Macedo | 03 de Outubro de 2013 às 08h15
photo_camera Blog do Gepes

A cada dia que passa produzimos uma quantidade maior de dados. O banco canadense CIBC prevê que ao longo da próxima década vamos gerar 50 vezes mais informação do que atualmente. Já a empresa de pesquisa de mercado IDC prevê um aumento de 44 vezes no volume de dados entre os anos de 2009 e 2020. Sem dúvidas, os dispositivos móveis estão desempenhando um papel importante na condução dessa explosão de dados.

Há seis anos, a Apple revolucionou a indústria de eletrônicos com o lançamento do iPhone. O smartphone inaugurou uma nova era em design, tanto de software quanto de hardware, e tornou-se um conceito fundamental no mundo da tecnologia. Mas e a próxima geração? O site Business Insider levanta uma questão interessante: os dados podem ser o paradigma que ancora a próxima revolução tecnológica? Muitos acreditam que sim.

Em um relatório recente, a área de Business Intelligence do site definiu o termo Big Data, examinou a conexão dos dispositivos móveis com ele, analisou seus potenciais, aplicações práticas e armadilhas dessa tecnologia. Com o resultado do estudo foi possível estabelecer respostas para algumas das perguntas mais frequentes sobre a relação entre Big Data e o mundo mobile. Confira os principais tópicos sobre o assunto.

Antes de tudo, é preciso definir Big Data

O Big Data é comumente definido como conjuntos de dados que atendem três atributos, conhecidos como "três Vs": volume, variedade e velocidade. Mas há algo além disso. Kipp Jones, vice-presidente de produto da Skyhook, acredita que existe um quarto "V" que deve ser agregado a essa tese: valor. Para que os dados sejam significativos, eles precisam ser capturados e armazenados de maneira eficiente. Para isso, alguém precisa gerenciar os dados, analisá-los e extrair algo deles. Dados "soltos" e desorganizados simplesmente não possuem valor agregado algum.

Dados móveis são particularmente adequados para as lentes do Big Data

Grandes volumes de dados móveis não são gerados apenas pela penetração de smartphones em um número cada vez maior de mercados e padrão de uso do consumidor. Os dados também são criados por aplicativos e outros serviços que trabalham em segundo plano. Tecnicamente falando, não é tão diferente dos dados criados a partir da web tradicional. A diferença é que os consumidores estão apenas produzindo mais dados móveis, já que mudamos nosso comportamento para os canais digitais, deixando assim um rastro de dados que documenta nossos movimentos e ações. Mesmo quando aparentemente não estamos usando nossos telefones, ainda estamos criando dados.

Os dados podem ser utilizados para otimizar e personalizar experiências móveis

Big Data mobile

O Big Data pode ser utilizado para uma variedade impressionante de propósitos, mas é frequentemente utilizado para a otimização e personalização de serviços móveis. Desenvolvedores de aplicativos, por exemplo, podem usar a análise de dados para melhorar seu apps. Eles podem comparar seus números de retenção de usuários com todos os outros aplicativos disponíveis no mercado dentro de sua categoria, ou não, para obter insights sobre como eles se comportam e o que eles podem fazer para mudar esses números.

Big Data pode ajudar a impulsionar uma explosão de publicidade móvel

Os dados de localização são um componente essencial para o Big Data móvel – talvez seja o principal tipo de informação que diferencia dados móveis daqueles obtidos pela web tradicional. Espera-se que os dados de localização ajudem a transformar a indústria da publicidade móvel, pois eles fornecem aos anunciantes a capacidade de entregar em tempo real publicidade segmentada por regiões, e isso representa uma evolução potencialmente importante do mercado publicitário.

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