Big Data e e-learning: dá casamento?

Por Colaborador externo | 25.02.2015 às 14:34

Por Renato Medeiros*

"A cada minuto do dia, 48 horas de vídeo são postadas no YouTube, mais de 2 milhões de consultas são feitas ao Google, mais de 10 mil tweets são enviados e, aproximadamente, 600 novos sites são criados. Tudo isso está sendo rastreado e armazenado. Virginia Rometty, executiva de negócios da IBM, estima que haverá 5.200 GB de dados para cada humano na Terra em 2020".

Stephanie Ivec

Os avanços das últimas décadas nas áreas de telecomunicações proporcionaram um salto na modalidade de Ensino a Distância (EaD), principalmente na área de e-learning. Em 2013, calcula-se que essa atividade tenha movimentado cerca de 56 bilhões de dólares; para 2015 é esperado que esse número passe de 70 bilhões.

Talvez um dos maiores sinais de que o EaD esteja se consolidando seja a criação de empresas focadas nesse mercado, como a Coursera, fundada em 2012 e especializada na modalidade “e-learning massivo”, em que não há limite de pessoas por curso. A quantidade de dados gerada por tais cursos, principalmente os mais populares, é assustadora, seja por conta das tarefas propostas ou pelas discussões em fóruns.

Além das soluções mais comuns adotadas, como uso de análise de sentimento para correção automática de respostas, o Big Data pode auxiliar o instrutor em vários outros aspectos. Segundo Christopher Pappas (‎fundador do eLearning Industry's Network), há diversos usos, incluindo a forma de entender como os alunos absorvem a informação e quais paradigmas de ensino funcionam melhor.

O instrutor pode mensurar, por exemplo, qual módulo os alunos mais demoram a concluir, indicando que a solução pode ser quebrá-lo em partes menores. De forma mais complexa, é possível encontrar padrões de comportamento no aprendizado dos estudantes, a fim de criar caminhos alternativos para cada um. O uso de Big Data pode também ser utilizado no feedback de cursos, em substituição às longas pesquisas de satisfação.

A tendência é que, em longo prazo, o Ensino à Distância se torne uma prática enraizada e não mais apenas um serviço utilizado por pessoas que não podem ter o comparecimento em cursos presenciais. Com o apoio de tecnologias móveis e inclusão de jogos digitais educativos, este é um setor que ainda tem muito a oferecer.

*Renato Medeiros é desenvolvedor da BigData Corp., empresa especializada em soluções de Big Data