BGS 2019: Com monitor “tático” e SSD, Aorus quer garantir sua vantagem nos jogos

Por Felipe Demartini | 19 de Outubro de 2019 às 10h00

Ser um jogador profissional vai muito além de apenas ter habilidade no comando dos heróis de League of Legends ou soldados de Counter-Strike. Assim como os atletas do futebol precisam ter as melhores chuteiras, os players também precisam de equipamentos de qualidade, uma tarefa que a Aorus foi para a Brasil Game Show 2019 disposta a cumprir. E um dos resultados desse foco é o que a empresa chamou de monitor tático.

Autointitulado como o primeiro do mundo em sua categoria, o display tem foco nos shooters e foi pensado com uma série de recursos para não apenas garantir uma jogatina sem lags ou problemas de visualização, mas também de forma a dar vantagem competitiva para quem o utilizar. E quem quisesse experimentar exatamente o que a marca gamer da Gigabyte queria dizer poderia fazer isso na feira em partidas de exibição de Fortnite, um dos títulos mais buscados de toda a BGS 2019.

Monitor tático da Aorus tem tela de 27 polegadas e display LED IPS, com uma transmissão de 144 Hz; variações focadas em MOBA apresentam taxas ainda maiores (Imagem: Felipe Demartini)

O Aorus AD27QD tem 27 polegadas e resolução 2,5K, com 2560 x 1440 pixels de resolução. O painel LED IPS apresenta uma taxa de resposta de 1 ms e traz recurso HDR, com direito a certificação. Nada mal para um monitor com foco nos games de tiro, mas também trata-se de um conjunto disponível em outros modelos do mercado. Os adicionais, entretanto, é o que fizeram ele ser portador da alcunha de “tático”.

“Colocamos algumas características que foram patenteadas pela gente, de acordo com o feedback que recebemos dos jogadores e da comunidade”, explica Thiago Tieri, gerente de marketing da Gigabyte Aorus. Uma delas, por exemplo, é o microfone embutido no monitor e seu sistema de cancelamento de ruído, que faz com que qualquer periférico de áudio conte com essa vantagem mesmo que ele, nativamente, não possua tal característica. “Acabamos com qualquer distração e garantimos que os seus parceiros escutem apenas você, e mais nada”, completa.

Além da entrada de áudio, o AD27QD também se comunica com o computador a partir da porta USB 3.1 em vez das conexões tradicionais para dispositivos de vídeo. Elas estão disponíveis também, mas quem a utilizar perderá acesso a um sistema chamado OSD Sidekick, que permite o mapeamento de funções visuais diretamente para o teclado. “O jogador não precisa mais tirar as mãos das teclas para mudar o brilho ou o balanceamento de preto, o que também traz uma vantagem competitiva”, demonstrou Tieri.

Sistemas de auxílio para hip-shots, controles de brilho e exibição de recursos na tela são feitos via hardware e, segundo Aorus, não podem ser considerados como trapaças (Imagem: Divulgação/Aorus)

Isso se reflete também em uma característica curiosa do monitor: ele é capaz de aplicar uma mira extra à tela, que segue o movimento da arma e serve como auxílio para os momentos em que um hip-shot é necessário — aquele disparo repentino, que não utiliza a mira de precisão e pode salvar os jogadores de um encontro repentino com um inimigo. “Essa aplicação é feita pelo hardware e não é detectada pelo jogo, então não pode ser considerada como cheat”, esclarece o gerente de marketing.

O mesmo vale, também, para um sistema de estabilização de mira que reduz a distorção de movimento e o balanço causado pelo recuo das armas, bem como outro que dá acesso a informações do hardware diretamente na tela, como temperatura e utilização de recursos. Mais uma vez, como se trata de uma funcionalidade do próprio monitor, ela não pode ser bloqueada ou sobreposta por títulos, nem sua utilização é detectada por eles. LEDs coloridos na parte de trás completam o pacote, trazendo mais imersão e cores ao setup.

O AD27QD já está disponível no mercado brasileiro e é vendido por cerca de R$ 4 mil. Mas nem só de shooters vive a Aorus, que também possui variações de seu monitor tático, como uma voltada para MOBAS, que conta com frequência de 240 Hz e tela curva, assim como edições menores, com 25 polegadas, e variantes de 144 Hz e 240 Hz.

Rapidez interna

SSD Aorus NVMe Gen 4 aproveita todo o poder da quarta geração PCI Express para entregar 5.000 MB/s de velocidade de leitura (Imagem: Divulgação/Aorus)

Velocidade e performance também são as palavras utilizadas pela Aorus para definir o SSD NVMe Gen 4, que, como o nome já indica, aproveita a quarta geração de conectores PCI Express já disponíveis em placas da AMD. A promessa da tecnologia é de um aumento de 40% na taxa de transmissão de dados, o que fez com que a Gigabyte já batizasse o componente como o SSD mais rápido do mundo.

E não se trata apenas de um título. De acordo com os dados nos Tieri, o NVMe Gen 4 tem velocidade de leitura de 5.000 MB/s. Apenas a título de comparação, um dos SSDs mais velozes que já analisamos no Canaltech, o Crucial P1, da fabricante Micron, chega a 2.000 MB/s em sua versão de 1 TB, equivalente ao SSD que estava disponível no estande da Aorus na BGS 2019.

Toda essa velocidade, entretanto, trouxe um desafio adicional, com a Aorus sendo obrigada a lidar com questões de resfriamento do SSD que não são uma preocupação em drives comuns desse tipo. “Colocamos um revestimento de cobre no produto, com um dissipador de calor, para que ele possa trabalhar de forma mais estável”, completou Tieri.

De acordo com ele, o SSD NVMe Gen 4 também já está à venda no Brasil, saindo a partir de R$ 799 em versões de 512 GB, 1 TB e 2 TB de espaço. O modelo está disponível nos principais varejistas de tecnologia do país.

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