BGS 2019 | Brasil é uma das cinco maiores audiências do Facebook Gaming

Por Wagner Wakka | 11 de Outubro de 2019 às 12h38
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O Facebook entrou realmente de cabeça no mercado de streaming no Brasil. A empresa veio à Brasil Game Show com um dos maiores estandes do evento, contando com cerca de 200 influenciadores durante toda a feira. O nosso país foi o segundo a receber o aplicativo no começo deste ano.

“No Brasil, vemos uma grande animação dos jogadores com games. O que a gente viu é que o país, organicamente, já tinha um grande engajamento não só dentro do Facebook, mas com o assunto dentro do Facebook”, explica Vivek Sharma, diretor de produto do Facebook Gaming, em entrevista ao Canaltech.

Ele explica que a rede social já era usada para o streaming antes mesmo de a companhia lançar a sua própria plataforma. Não somente relacionados a vídeo diretamente, mas o Facebook como espaço para divulgação de lives. “Existia um alto número de links e gravações de transmissões de influenciadores dentro da nossa rede social. Logo, a movimentação para lançar a nossa própria plataforma só nos pareceu lógico”, aponta Sharma.

Vivek Sharma na BGS (Foto: Divulgação/Facebook)

O Brasil tem sido um destaque nesse setor, sendo uma das cinco maiores audiências da plataforma (a empresa não abre a posição exata). Em ordem de popularidade, Free Fire aparece como o jogo mais assistido, na frente de Fortnite, League of Legends e GTA V.

“Hoje o Facebook tem uma comunidade de mais de 700 milhões de pessoas que jogam, assistem ou interagem dentro de grupos em assuntos relacionados a games. O Brasil, com certeza, é um dos espaços mais importantes nisso”, aponta o executivo.

Terra de gigantes

Uma das principais críticas feitas à plataforma por influenciadores é que o Facebook Gaming é um espaço ideal para quem já é muito grande, mas de difícil entrada. Sharma discorda dessa afirmação:

“Eu não acho que isso seja verdade. Nós vemos muita gente que entrou no Facebook Gaming e que nunca usou uma outra plataforma. Exatamente porque ela é mais fácil, simples e já está com perfil, amigos e comunidade toda criada. Além disso, nós temos um programa chamado Level Up voltado exatamente para esse público [que está começando]”.

Outro ponto de crítica da companhia é que o Facebook exige exclusividade de quem é parceiro da empresa, impedindo que se possa produzir para outros espaços. “Nós acreditamos que fazer lives não é só ligar a câmera. É criar uma personalidade. Queremos que o espaço do Facebook seja o ideal para que quaisquer pessoas se expresse. Veja a Samira [Close], ela é uma das mais incríveis porque confia no nosso espaço. É isso que queremos”, defende Sharma.

Empresa criou estande para 200 pessoas dentro da Brasil Game Show (Foto: Divulgação/FAcebook)

Samira Close é uma das integrantes do programa de parcerias da empresa. A influenciadora chamou atenção não só pela habilidade com Free Fire, mas também por fazer as transmissões como drag queen, tornando-se um ícone LGBT no Facebook Gaming.

Monetização 

Assim como acontece em outros espaços, o Facebook sabe que uma parte importante do trabalho do streamer é conseguir se bancar com isso. Por isso, a empresa está investindo em formas de monetizar os parceiros.

Um dos sistemas que a plataforma tem são as estrelas, que podem ser enviadas pelos usuários para apoiar seus influenciadores. Cada estrela representa uma quantia diferente de dinheiro. Segundo o Facebook, só em agosto deste ano foram mais de 2,8 milhões de estrelas enviadas para streamers.

“Estamos trabalhando também em uma nova plataforma. Testando com alguns influenciadores com o objetivo de ligar empresas de publicidade e streamers. Ainda está em fase de testes. Você pode até ver alguns influenciadores por aí comentando isso, mas ainda não prometemos nada. É uma ideia para o futuro”, aponta Sharma.

Junto disso, a empresa também está investindo em grandes nomes, com a Samira Close, para fazer conteúdo exclusivo para o Facebook Gaming.

Instagram

A empresa também tem 14 salas dentro dos seus estande na BGS para que influenciadores possam transmitir de dentro do evento. Contudo, não é só isso. Em uma delas há conteúdo exclusivo para quem faz lives pelo IGTV. Será que a empresa pode levar o Gaming também para dentro do app de fotos?

“Eu tenho um contato grande com o time do Instagram e a gente tem uma filosofia de tentar deixar cada app com sua própria cara. Isso quer dizer, não só ficar replicando funções de um em outro. O Instagram é um espaço mais voltado para fotos, mas que funciona bem como um complemento para o Facebook Gaming. Há vários dos influenciadores que terminaram a sua live com a gente e vão para o Instagram mostrar seu momento de descanso. É quase um negócio de ‘por trás das câmeras’”, aponta.

Com isso, o executivo afirma que não acredita em uma movimentação do serviço para dentro do Instagram.

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