BGS 2013: Dying Light tem boa mistura de parkour com survival horror

Por Caio Carvalho | 28.10.2013 às 16:09
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Pegue a fórmula bem sucedida do cult Mirror's Edge e misture com a ação em primeira pessoa do primeiro Dead Island. É sob essa perspectiva que a polonesa Techland apresenta sua nova produção, Dying Light. Experimentamos um pouco do título, que estará disponível em 2014 para todas as plataformas da atual e nova geração (com exceção do Wii U), além dos PCs.

Você assume o papel de um entre quatro personagens em uma aventura cooperativa – ou com a opção de jogar sozinho. Sua missão é apenas uma: sobreviver ao holocausto zumbi que atingiu o mundo. A premissa pode parecer a mesma da maioria dos jogos envolvendo os mortos-vivos, inclusive o próprio Dead Island. A diferença é que, em vez de partir para cima dos inimigos com um poderoso arsenal de todos os tipos de armas de fogo, você precisa escapar dessas ameaças praticando parkour.

Na demo que testamos durante a Brasil Game Show, nossa missão é ativar uma série de armadilhas espalhadas em pontos estratégicos ao redor de uma base militar segura para atrasar os zumbis. Os apetrechos são muitos: é possível armar um sistema de energia para eletrocutar os mortos-vivos ou plantar explosivos em carros abandonados. O protagonista ainda pode jogar fogos de artifício para chamar a atenção dos monstrengos e distraí-los enquanto prepara o bote.

Dying Light

Durante a armação das engenhocas, você encontra outras pessoas que tentam, à sua maneira, sobreviver ao apocalipse, e pedem sua ajuda para se livrar de alguns zumbis espalhados pela região. Segundo os produtores do game, esses estranhos farão parte de missões secundárias que darão mais pontos de habilidade caso você os ajude. Ao todo, mais de 100 eventos principais e paralelos poderão ser concluídos.

A situação complica mesmo quando começa a anoitecer. Se com a luz do dia já é difícil driblar os mortos-vivos, à noite eles se tornam criaturas perigosas, mais ágeis e inteligentes. Eles podem subir nas superfícies e correr atrás de você, dando uma sensação de desespero e muita adrenalina. Acredite: nada se compara a sair pulando por entre paredes para escapar de uma multidão de pessoas querendo devorar sua carne.

E como fazer para derrubar os mortos-vivos? Existem objetos mais pesados como machados, ferramentas e possivelmente até armas de fogo (não vimos na demonstração). No entanto, assim como em Dead Island, esses itens se desgastam conforme usados com frequência. É aí que entra o elemento do parkour: sim, você pode partir para uma ação mais agressiva utilizando a técnica, mas não demora muito até perceber que o objetivo é sair vivo daquele inferno, e não lutar contra ele.

Dying Light

Vale também um destaque especial ao cenário visto na jogabilidade. As casas destruídas da cidade fictícia de Harran entram em contraste com paisagens quase parasidíacas de matas no meio da cidade. Os efeitos de luz estão bem bonitos, e recriam com fidelidade os locais que serviram de inspiração para o game: favelas e grandes comunidades carentes de várias partes do mundo. Um desses lugares é o Rio de Janeiro, que foi uma das bases para a construção dos ambientes.

Com tudo isso, fica o alerta que Dying Light foi pensado para um público mais maduro. Não é um jogo fácil, e exige do usuário percepção de tudo o que acontece à sua volta. A proposta da Techland não é trazer um título com sangue e ação ambientado em uma história sobre o apocalipse zumbi, mas criar uma experiência única sobre o tema que ficou defasado em quase todos os tipos de entretenimento.