BGS 2012: Nova aventura de Dante, em DMC, pode abrir nova aba na série

Por Redação

Na BGS 2012, tivemos a oportunidade de ver pela primeira vez o novo e mais controverso game da série Devil May Cry rodando. A nova roupagem de DMC, como algumas pessoas têm conhecimento, traz um personagem mais novo e com cara de moleque rebelde que, com muita insolência, dá de ombros para o perigo.

Dá para perceber uma abundância de comandos, pois antes o que era feito com apenas quatro botões, nesse novo jogo foi ampliado para uma experiência com seis botões, porém, não foi possível avaliar como isso pode influenciar em outras instâncias do game. Como exemplo, o dash é ruim de executar.

O design visual do game é bem bonito. Traz uma outra visão sobre o que foi visto nos jogos da série até o momento, colocando Dante num estilo mais punk (é o que dizem), com cabelos desgrenhados, sujo... Quase um habitante de um mundo pós-apocalíptico. Definindo de um jeito talvez genérico, pode-se dizer que este é um game punk moderno.

Ao contrário do que algumas pessoas fizeram juízo até aqui, o novo DMC foi totalmente refeito, sem nenhuma ligação com os outros jogos. O novo Dante é o fruto mais recente da imaginação dos criadores do game. Não se trata de uma transformação do personagem e sim uma releitura dele. Dante chega a ficar de cabelo branco quando executa uma ação, mas as referências param por aí.

Esse é um trabalho paralelo à versão clássica. É um recomeço literalmente, pois quando o jogo chegou ao seu quarto episódio, os desenvolvedores acharam restrito lançarem uma quinta edição que forçasse os demais, que não conheciam a história desde o início, a jogarem todos os títulos anteriores para entenderem a saga do personagem. Então a sacada está em começar do zero, para que o anti-herói ganhe novos adeptos e influencie uma nova gama de jogadores.

DMC 3

Sobre o gameplay novamente, existe uma fluência que está muito legal, e o sistema de luta melhorou muito comparado aos outros jogos. Traçando um comparativo interessante, quem joga God of War pode se identificar bastante com o novo game, pois é hack'n'slash puro.

Os elementos estão intleigentes, e ele tem dois tipos de poder muito mais destruidores: um influenciado por seu lado anjo, e outro como demônio. Inclusive essa história de anjo não existia antes, o Dante antigo era metade humano e metade demônio, mas fizeram uma menção ainda mais assustadora das duas vertentes.

O background continua sendo praticamente o mesmo: o pai é o demônio só que dessa vez a mãe não é humana como contava as histórias anteriores.

Como o que vimos até aqui foi apenas uma demo, é difícil dizer se o jogo vai prender o jogador por horas, ou se vai fazer com que as pessoas enjoem rápido e larguem mão. Até aqui o que dá pra falar é que dá vontade de continuar jogando, com certeza, e o jogo prende a atenção.

Tudo vai depender da quantidade de novos elementos que a Capcom incluiu e se isso não vai acabar sendo exagerado, mas se eles mantiverem um nível razoável de sobriedade sobre o novo personagem, tudo pode acabar bem.

Para quem se apega à trilha sonora, terá não só apenas de se acostumar com o novo visual como também ao novo som que faz o pano de fundo do jogo. Antes ouvia-se hardrock para fazer as missões, mas agora o estilo mudou pra dar lugar ao eletrônico.

E para cimentar ainda mais a nossa importância para o mercado internacional, ganhamos mais um jogo com legendas em português. Uma vitória que só tende a expandir.

Numa soma ainda muito rasa, podemos dizer que o personagem é diferente, pois a maturidade do antigo Dante não está mais presente. Nesse caso vamos lidar com um jovem rebelde e impulsivo, que dará todo o tom da ação do jogo. Ao todo, temos um jogo dinâmico, frenético e não menos interessante.