BGS 2012: Novo Metal Gear Rising Revengeance traz hack´n´slash frenético

Por Vanessa Lee | 14 de Outubro de 2012 às 19h09

Metal Gear Rising Revengeance é o game que abrirá uma nova aba na história da série. Não dá para traçarmos comparações com um game totalmente distinto do que temos visto até aqui. O título abrirá precendentes, com certeza, para novos jogos para essa nova empreitada.

Raiden por si só já é um personagem que pode se tornar icônico, com o passar do tempo, por sua postura objetiva e sem falácias desnecessárias. Um ciborgue criado de maneira agressiva, em circunstâncias assustadoramente violentas. Por ter nascido no inferno, o personagem carrega uma aura pesada, que trará um sentido ainda plausível para descarregar toda sua fúria nos inimigos.

Definitivamente não podemos comparar Solid Snake com Raiden. Ambos vivem por objetivos distintos, por uma metodologia de trabalho completamente diferente uma da outra. Em termos de jogabilidade veremos em Revengeance ação frenética, com hack´n’slash comendo solto, sem brechas para esquivas longas. O personagem praticamente não tem tempo para respirar.

O uso do stealth aqui se faz menos necessário do que nas versões anteriores. Se Snake, por exemplo, fosse visto pelos seus alvos com certeza não sobreviveria, pois toda a essência do jogo é baseada em furtividade. Já na aventura de Raiden a ferramenta stealth pode ser, sim, usada, porém não se faz completamente necessária.

Como muito foi dito a respeito de suas armas, de fato a espada Katana especial que ele empunha é uma das coisas mais legais já vistas para arrancar o couro dos inimigos, ou melhor, fazê-los em picadinhos. No começo do jogo é possível passar por um tutorial para aprender a desenvolver combos e formas de ataque mais planejadas. Isso usando melancias. Tratando seus inimigos como meras frutas, você aprende a destrinchar os oponentes, sem pena.

Raiden nasceu exatamente para isso. A ação que estrutura todo o gameplay é conveniente e os cenários também podem ser mexidos. Você pode interagir com algumas peças espalhadas por toda a ambientação, para “brincar”e criar mais agilidade.

Mas para os amantes de games desse gênero, que gostam de sempre ir direto ao ponto, sem muito tempo para explicações, é bom se acostumar com os bons minutos de diálogos que o jogo traz para conseguir justificar todo o plano de ação ao qual suas missões estão instauradas. Ok, é possível partir logo para o ataque pulando a cinemática, no entanto, se você é desses que quer entender a história a fundo, terá de trabalhar a paciência com algumas falas que realmente dão um pouco de volta. O bom é que tudo agora é legendado em português, então o processo fica menos massante.

Os inimigos são fortes e eles podem dar um pouco de trabalho, porém, com a ajuda de comandos quick time é fácil se desvencilhar de algumas investidas. Além disso, Raiden pula pra caramba e é bem rápido. Também é possível absorver poderes dos inimigos, que também são ciborgues. Fazendo uso da tecnologia alheia, Raiden consegue usar muitos fatores externos a seu favor durante os ataques.

O gráfico do jogo está muito bom e os detalhes de cenário parecem estar cada vez mais minimalistas. O bacana dali é o tal de um gato ninja, que fica perambulando pelo ambiente e, ao tentar atacá-lo, o animal dá piruetas, se esquivando da espada. É engraçado, uma forma de manter o humor durante o jogo.

Demos uma olhada muito superficial no game, infelizmente, mas em breve o teremos nas mãos para testar e aí, sim, poderemos dizer com mais propriedade se Metal Gear Rising Revengeance merecerá uma série própria ou não.

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