Câmera em universidade levará mil anos para bater uma única foto

Câmera em universidade levará mil anos para bater uma única foto

Por Rafael Rodrigues da Silva | 29 de Outubro de 2018 às 08h58
Divulgação

Jonathon Keats está pronto para ir aonde nenhum fotógrafo jamais esteve — e inclusive ele mesmo não estará. O fotógrafo está tentando quebrar o recorde de foto com maior exposição da história, com uma câmera que levará mil anos para bater uma única foto.

Situada no topo do Museu de Arte da Universidade do Estado de Arizona, a câmera está desde 2015 apontada para a linha do horizonte da cidade de Tempe, no Arizona, com o objetivo de capturar as mudanças da civilização com o passar dos anos.

A câmera é composta por um cilindro de metal e usa tinta óleo ao invés de um filme fotográfico. Ela possui uma placa de ouro 24 quilates com uma minúscula abertura na frente, por onde entra a luz. Com o passar dos anos, a cor da placa irá começar a desaparecer nos pontos onde há maior incidência de luz, criando a imagem fotográfica de formação mais lenta da história.

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De acordo com Keats, a fotografia não irá mostrar apenas a silhueta da cidade, mas também irá gravar o modo como ela evoluiu e se modificou durante os séculos. Esse não é o primeiro experimento do tipo feito por Keats, que também já espalhou por Berlim, na Alemanha, câmeras que demorarão 100 anos para tirar uma foto e que irão revelar suas imagens em 2114.

A universidade confirmou que promoverá uma exibição para divulgar a foto ao público quando ela terminar de ser revelada, em 3015. Isso, claro, se nessa data, câmera, universidade ou até mesmo a espécie humana ainda existirem.

Fonte: Peta Pixel

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