Usuário processa Tinder porque mensalidade premium é mais barata para jovens

Por Redação | 31 de Janeiro de 2018 às 18h09
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Um usuário do Tinder nos Estados Unidos ficou "pistola" porque, por lá, a mensalidade premium do serviço tem valores diferenciados de acordo com a idade do assinante, sendo mais cara para pessoas com mais de 30 anos. No país, o pacote premium custa US$ 9,99 para os jovens, subindo para US$ 19,99 para os balzaquianos e além.

Allan Candelore, indignado com a discrepância nos valores, levou a questão aos tribunais, perdendo em primeira instância, pois Sean Rad, um dos fundadores do Tinder, afirmou que essa diferença existe para que os mais jovens, que supostamente ganham menos dinheiro, possam assinar o serviço.

Contudo, um tribunal de apelação conseguiu reverter a decisão inicial, afirmando, desta vez, que pessoas que passaram dos 30 têm mais responsabilidades e mais gastos em seus cotidianos, em comparação com o pessoal de 20 e poucos anos que ainda mora com os pais. Portanto, os mais velhos estariam sendo lesados com a cobrança elevada para sua faixa de idade.

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Na resposta do tribunal, consta que "não importa o que as pesquisas de mercado do Tinder mostraram sobre a renda de pessoas mais jovens", concluindo que a cobrança é discriminatória, violando leis locais. O processo é baseado em uma lei da Califórnia que criminaliza discriminação de gênero, cor, raça, religião e idade, além da lei da concorrência desleal. A decisão final ainda não foi tomada, e o Tinder não se pronunciou oficialmente a respeito. Resta acompanhar o caso para ver se o app de encontros eliminará as cobranças diferentes com base na idade do usuário, ou se seguirá firme em sua posição.

Fonte: TechCrunch

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