Uber vai ampliar o uso de dinheiro vivo como meio de pagamento de suas corridas

Por Redação | 06 de Abril de 2016 às 13h40
photo_camera Divulgação

O Uber anunciou em uma conferência de imprensa que deve ampliar seu sistema de pagamentos com dinheiro vivo, método já empregado em 27 cidades espalhadas por países emergentes no qual a plataforma atua. A ideia agora é levar esta opção, ainda em caráter de testes, também para alguns mercados desenvolvidos. A ideia, porém, não vem sendo encarada como unanimidade entre os usuários da plataforma.

O primeiro país desenvolvido a receber a novidade será Cingapura. “O que quer que nós aprendamos aqui, vocês poderão ver depois em cidades como Londres e Nova York”, comentou o diretor-geral do Uber no país, Warren Tseng. Segundo estatísticas, cada cidadão de Cingapura carrega em média dois cartões de crédito na carteira, e oferecer pagamento em dinheiro vivo em um mercado dominado pelo dinheiro de plástico talvez seja uma forma inteligente de medir o quanto o método pode fazer sucesso em outras regiões de perfil semelhante.

“Nós sabemos que quem usa cartão de crédito não está disposto a retroceder e usar dinheiro. Este movimento [em Cingapura] tem mais a ver com alcançar novos usuários que podem ter receio de fraudes no cartão de crédito”, prosseguiu o executivo do Uber no país asiático. Além disso, esta nova modalidade pode abraçar ainda pessoas que não costumam ter cartões de crédito, como jovens estudante e idosos.

Competição e controvérsia

Outra razão que pode explicar a escolha de Cingapura para ser o primeiro mercado desenvolvido a receber o pagamento em dinheiro vivo é a concorrência regional. Isso porque o Grab, grande rival do Uber no sul da Ásia, já trabalha com este tipo de negociação.

Apesar da ideia de ampliar as formas de pagamento soar interessante, nem todo mundo está feliz com ela. Um dos grandes pontos aqui é justamente o fato de que, atualmente, diferente dos táxis e de alguns outros serviços de compartilhamento de carona, o Uber tinha a segurança de permitir ao motorista não andar com dinheiro vivo como um de seus principais diferenciais. Afinal, se não há pagamento em papel, o parceiro da empresa pode se sentir mais seguro em relação a assaltos. Além disso, a restrição dava também a comodidade de não obrigar o profissional a ir atrás de dinheiro para servir de troco ao pagamento das corridas.

Fonte: Uber
Via Mashable

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