Uber terá de indenizar quase 50 mil passageiros nos EUA por taxa excessiva

Por Redação | 16 de Setembro de 2016 às 08h58
photo_camera Divulgação

A polêmica política de gorjetas do Uber rendeu um revés à empresa. Isso porque ela terá de indenizar usuários nos Estados Unidos que se sentiram enganados pelo fato de a empresa cobrar compulsoriamente uma taxa para gorjetas que não era repassada integralmente aos motoristas. Pelas regras atuais, os motoristas são impedidos de aceitar gorjetas – valor que, segundo a empresa, já estaria incluído no preço das corridas, a despeito da intenção do usuário.

Pelo acordo aprovado pelo juiz distrital de San Francisco, Edward Chen, o Uber terá de desembolsar US$ 384 mil para pagar 47 mil usuários do aplicativo naquele país. O valor, no entanto, é menor do que os US$ 860 mil que a empresa coletou apenas com esse artifício durante um ano. Neste período, a empresa informou em seu site e por canais de marketing que era feito um acréscimo de 20% ao valor de cada corrida em função das gorjetas. O que faltou ao Uber esclarecer é que ele ficava com algo entre 40% e 50% desse dinheiro.

Segundo informa a Bloomberg, o pedido de acordo ao juiz Edward Chen, foi feito por advogados dos passageiros. Isso porque o montante a ser pago pela Uber representa “essencialmente um reembolso integral da quantia em questão nesta ação”.

Não são só os passageiros dos Estados Unidos que estão descontentes com o Uber. O app tem enfrentado ações também por parte de seus próprios motoristas, segundo os quais a empresa considera como “funcionários independentes”, a fim de driblar questões trabalhistas. As exigências incluem “proteções salariais”, “pagamento de horas extras”, “tempo para descanso” e “pausas para refeições”.

Fonte: Bloomberg

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