Uber terá de indenizar cliente em R$ 12 mil porque motorista errou o caminho

Por Redação | 08 de Novembro de 2016 às 09h29
photo_camera Divulgação

O Uber terá de indenizar em R$ 12 mil uma passageira que perdeu seu voo porque o motorista do veículo que a levava ao aeroporto errou o caminho, o que, segundo alega o advogado de defesa da usuária do app, gerou todo o problema. A mulher ia do Rio de Janeiro para São Luís, mas o condutor do carro errou a rota para o aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, e ela não pôde embarcar.

Apesar de não prestar diretamente um serviço, o Uber é responsável pelos atos de motoristas que usam seu aplicativo, conforme entendeu o juiz Manoel Aureliano Ferreira Neto, do 8º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís (MA) ao conceder a indenização.

Para a defesa do Uber, a cliente contribuiu para a perda da viagem, por ter contratado o serviço menos de duas horas antes da decolagem do avião, contrariando indicação da Agência Nacional de Aviação Civil, que pede aos passageiros que cheguem aos aeroportos 120 minutos de antecedência ao horário determinado pela companhia aérea.

O argumento, no entanto, não foi aceito pelo juiz. Ele ressaltou que as informações dos autos mostram que a passageira solicitou o transporte dentro do período suficiente para chegar ao aeroporto a tempo de pegar seu voo. O julgador também citou que a própria Uber confirmou o erro do motorista a seu serviço, pois enviou uma mensagem informando que estornaria a diferença entre o total cobrado e o valor que realmente seria cobrado se o condutor não tivesse errado o caminho.

Ferreira Neto ainda aproveitou sua decisão para dar algumas "dicas" ao Uber. “Deveria, como deve, corrigir os seus defeitos, a fim de que os seus serviços não venham a ser questionados judicialmente, ou mesmo extrajudicialmente [...] Particularmente, sou um cliente dos serviços prestados pelo Uber, sobretudo quando estou em São Paulo. Porém, não gostaria de ser vítima de vícios de prestação de serviço dessa natureza”, aconselhou.

Fonte: ConJur

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