Uber não vai mais rastrear usuários após o fim de corridas

Por Redação | 29 de Agosto de 2017 às 10h29

Uma das polêmicas funções de rastreamento da Uber, que continuava a acompanhar os passos dos usuários mesmo após o fim das corridas, vai deixar de funcionar. A empresa anunciou que, na próxima semana, os usuários de iPhone receberão uma atualização que mata essa possibilidade, com quem utiliza o aplicativo no Android também ganhando um update logo depois.

A descoberta da funcionalidade causou controvérsia, quando se percebeu que o aplicativo da Uber continuava a rastrear o passageiro por até cinco minutos depois de ele finalizar uma viagem. Seria uma forma, segundo a empresa, de melhorar os serviços por meio de um conhecimento preciso sobre os melhores lugares para desembarque, de forma a evitar problemas para os motoristas e também um funcionamento melhor do GPS.

Ainda de acordo com a companhia, tudo acontecia com a autorização do usuário – essa anuência era dada na primeira vez que o app é aberto e se refere a todos os serviços de localização a serem usados pelo Uber. Não existe opção específica relacionada ao rastreamento após as viagens, nem forma de desabilitá-la após a aprovação geral de uso dos sistemas de localização.

Pelo menos a partir das próximas semanas essa preocupação com a privacidade não deve mais ser um problema. O diretor de segurança da Uber, Joe Sullivan, concordou com as críticas relacionadas às brechas que a funcionalidade trazia e também quanto à maneira com a qual a empresa lidou com a situação, preferindo explicar para que o recurso servia apenas após sua descoberta e publicação pela imprensa.

É, como tantas outras, mais uma medida para trazer mais transparência e confiabilidade ao serviço. As mudanças acontecem tanto de forma interna, com uma dança das cadeiras de executivos e uma mudança nas políticas gerenciais, quanto externa, com recursos que melhoram a relação entre a Uber e seus motoristas, além de ambos com os passageiros.

Sullivan, entretanto, relutou em associar essa mudança às reformas gerenciais pelas quais a companhia passa e preferiu ligá-la a uma falta de conhecimento anterior sobre questões relacionadas a privacidade e segurança. Ao anunciar a mudança, ele afirmou que originalmente a empresa acreditava que era justo rastrear os passageiros após a finalização de uma corrida para melhorar a forma como eles seriam encontrados por motoristas no futuro, com embarque e desembarque mais seguros e rápidos.

Agora, por outro lado, a companhia admite que errou e que vai tomar os passos necessários para modificar as coisas. O rastreamento somente acontecerá até o momento em que a corrida for encerrada, enquanto utilizadores continuarão com a opção de somente compartilhar sua localização enquanto estiverem com o aplicativo aberto. Todos os dados, garante Sullivan, são enviados aos servidores de maneira anônima.

Outras medidas que alteram o funcionamento da plataforma como forma de melhorar as coisas para os usuários estão, por exemplo, alertas para motoristas sobre corridas de grandes distâncias ou que ultrapassem uma hora de duração, mais informações e recomendações no perfil dos colaboradores, de forma a incrementar a segurança para passageiros, e a possibilidade de adicionar paradas em um trajeto sem precisar modificar toda a corrida em si.

Fonte: Reuters