Uber não reduziu procura por táxis, afirma Cade

Por Redação | 15 de Dezembro de 2015 às 09h08
photo_camera Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Um estudo divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) mostrou que o uso do Uber não reduziu a demanda pelos táxis convencionais em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. O documento foi assinado pelo economista-chefe do órgão, Luiz Alberto Esteves.

Os dados foram coletados entre outubro de 2014 e maio de 2015 e o Cade usou como parâmetro os dois aplicativos de táxi mais utilizados pela população - o 99taxis e o Easy Taxi. A conclusão foi a de que as duas empresas não tiveram sua quantidade de corridas afetada após a chegada do Uber nas quatro capitais, não tendo sido observado também impacto negativo em Recife e Porto Alegre.

Para o especialista, o estudo “demonstrou que o Uber, ao contrário de absorver uma parcela relevante das corridas feitas por táxis, na verdade conquistou majoritariamente novos clientes, que não utilizavam serviços de táxi”. O economista completa afirmando que “em suma, o Uber não ‘usurpou’ parte considerável dos clientes dos táxis nem comprometeu significativamente o negócio dos taxistas, mas sim gerou uma nova demanda”.

Ligado ao Governo Federal, o Cade é responsável por manter a concorrência justa entre as empresas atuantes no Brasil e evitar monopólios. Luiz Alberto Esteves disse também que “não podemos sequer assumir (ao menos nos períodos aqui analisados) a hipótese de que os serviços prestados pelo aplicativo Uber estivessem (até maio de 2015) no mesmo mercado relevante dos serviços prestados pelos aplicativos de corridas de táxis 99taxis e Easy Taxi”.

Fonte: Rivalidade após entrada: o impacto imediato do aplicativo Uber sobre as corridas de táxi porta-a-porta

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