Uber é multado na França por operar serviço de táxi ilegal

Por Redação | 09.06.2016 às 13:45
Uma corte parisiense decidiu que o Uber e dois executivos franceses de alto escalão estavam comandando serviços ilegais de transporte na França. A empresa foi multada em US$ 906 mil, com os dois executivos tendo que pagar US$ 23 mil e US$ 34 mil, respectivamente. Porém, metade do valor de cada multa foi suspenso.
O caso é relacionado serviço UberPOP, que permite o contato entre usuários com motoristas não profissionais que querem compartilhar seus próprios carros. O app foi considerado ilegal pelo governo francês em 2014, com o Uber chegando a suspender o serviço no ano passado após uma onda de protestos violentos. De qualquer forma, a empresa ainda afirma que suas atividades na França são legais e irá apelar a decisão.
Em um comunicado, o Uber disse que interrompeu as atividades do UberPOP no verão anterior e que ainda está desapontado pelo mau julgamento dos tribunais franceses sobre o caso. O curioso é que a corte decidiu contra o serviço de compartilhamento de caronas mesmo depois de a empresa ter recebido incentivo dos maiores reguladores da Europa na semana anterior à decisão.
No entendimento da Comissão Europeia, é prejudicial banir empresas como Airbnb e Uber. Nas palavras do órgão, "proteger os modelos de negócios existentes, como empresas de taxi, não é uma razão válida para banir serviços alternativos". Por isso, a Comissão afirmou que os países devem adotar uma abordagem mais branda sob o risco de serem multados se não o fizerem.
Segundo dados do Uber, o serviço tem ,.5 milhão de clientes e 12 mil motoristas profissionais na França, mas, mesmo assim, a empresa tem sido alvo de retaliações no país por mais de dois anos. Os motoristas de táxi acusam o aplicativo de piorarem os negócios ao fugir de regras e requisitos de licenciamento necessários para os taxis. Por outro lado, a companhia argumenta que seus motoristas têm enfrentado "intimidação, agressões e emboscadas" durante protestos no último ano, o que levou o governo francês a proibir o app.
Fonte: CNN Money