Uber é acusada de usar centenas de veículos defeituosos em Singapura

Por Redação | 04 de Agosto de 2017 às 08h22
photo_camera Divulgação

Segundo reportagem do Wall Street Journal, a Uber estaria alugando veículos com defeito para que mais motoristas possam se tornar trabalhadores do aplicativo de transporte de passageiros em Singapura. De acordo com a denúncia, centenas de carros com falhas perigosas estão em uso por lá, mesmo depois que esses modelos tenham passado por um recall por parte do fabricante. A denúncia diz, ainda, que a companhia estaria ciente do recall, não tomando nenhuma providência para tirar os veículos de circulação.

Singapura foi a primeira cidade asiática em que o serviço da Uber começou a funcionar, mas a empresa teve dificuldade para conseguir uma boa quantidade de motoristas, uma vez que carros por lá são extremamente caros. Então, a empresa começou a alugar os veículos para quem se interessasse em ser seu motorista. Somente no ano passado, a companhia teria comprado mais de 1.100 unidades do Honda Vezel de uma fornecedora que atua em uma espécie de “área cinza” da legislação local, mesmo que o modelo tenha sido recolhido do mercado por conter componentes eletrônicos defeituosos, que poderiam gerar um incêndio no automóvel.

Então, em janeiro de 2017, um motorista do Uber chamado Koh Seng Tian havia acabado de deixar um passageiro em seu destino quando começou a sentir um cheiro de queimado em seu veículo alugado. De repente, chamas começaram a sair pelo painel do carro, derretendo seu interior. O motorista saiu ileso do incidente, enquanto a Uber, em vez de retirar os Honda Vezel de circulação, se limitou a notificar seus motoristas de que um problema estava acontecendo, sem informações esclarecedoras. No mês seguinte, 65% dos modelos defeituosos ainda estavam circulando pela cidade.

Carro da Uber que continuou em uso mesmo após recall do fabricante (Reprodução: WSJ)

Em resposta, a Uber declarou que tomou providências relacionadas aos problemas com os Honda Vezel em Singapura junto às autoridades locais, bem como com especialistas técnicos. Ainda assim, a empresa reconhece que poderia ter “feito mais” a respeito, e alegam ter feito, dizendo que, desde a ocorrência do incidente, respeitaram seis recalls de veículos em uso, e continuarão “protegendo a segurança de todas as pessoas que usam o Uber”.

Fonte: The Wall Street Journal

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