Uber afirma já ter mais de 500 mil usuários no Brasil

Por Redação | 09 de Setembro de 2015 às 09h48
photo_camera Divulgação

Sob o risco de ser proibido em vários estados do Brasil, o Uber divulgou dados que mostram a força do serviço em todo o território nacional. De acordo com a empresa, seu aplicativo já foi baixado por mais de 500 mil usuários brasileiros, número alcançado pouco mais de um ano após ser lançado no país.

Mesmo sem ter divulgado mais detalhes sobre os usuários em cada cidade ou número médio de corridas realizadas pelos motoristas cadastrados no serviço por mês, a companhia destacou em uma nota oficial seu comprometimento com o público brasileiro e defendeu novas políticas de regulamentação que evitem a proibição do app.

"A Uber acredita que cada um desses cidadãos merece ter o seu direito de escolha preservado e que a tecnologia pode gerar infinitas soluções para melhorar a mobilidade urbana. Por isso, é fundamental um marco regulatório que olhe para futuro e converse com a sociedade. A Uber quer transformar a forma como as pessoas se movimentam pelas cidades. Ao conectar as pessoas de forma inteligente, agregando as novas soluções que a tecnologia produz constantemente, cria-se o potencial de diminuir a necessidade de se possuir um carro nessas cidades", disse.

Além disso, a corporação afirma que tem contribuído para a geração de renda e empregos e estima criar 1 milhão de novas oportunidades em todo o mundo. "Em pesquisa realizada com os motoristas nos Estados Unidos, 61% deles afirmaram que têm outro emprego fixo, e um terço deles disse utilizar a plataforma como modo de complementar a renda familiar", alega a empresa.

O Uber iniciou suas operações no Brasil em maio do ano passado e atualmente oferece seus serviços nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. São duas ofertas distintas: o UberX, que conta com carros populares; e o UberBlack, uma opção mais sofisticada, com veículos sedã pretos. Em ambos os casos, os motoristas precisam ter toda a documentação e revisão do automóvel em dia, além de passarem por análise de antecedentes criminais e por um treinamento.

Lá fora, a companhia já existe desde 2010, quando lançou o aplicativo em San Francisco, nos Estados Unidos, e desde então chegou a mais de 300 municípios em 58 países. Hoje, a empresa está avaliada em US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 170 bilhões).

Protestos

Há meses, várias cidades no Brasil e em todo o mundo têm se mobilizado contra o Uber. Em São Paulo, por exemplo, a Câmara dos Vereadores aprovou em julho, em primeira votação, o Projeto de Lei 349/14, que proíbe o uso de carros particulares cadastrados em aplicativos para o transporte remunerado de pessoas. O projeto foi aprovado na ocasião por 48 votos favoráveis e um contra. A segunda votação está prevista para ocorrer nesta quarta-feira (9).

Já no Rio de Janeiro, a Câmara dos Vereadores da cidade também aprovou um projeto de lei que proíbe o aplicativo e agora aguarda análise do prefeito Eduardo Paes. A situação na capital carioca é tão crítica que o Uber informou que teve que mudar a localização de seu escritório na cidade por medo de que seus funcionários sofram algum tipo de violência, uma vez que taxistas e autoridades do governo têm fechado o cerco contra motoristas do aplicativo.

Enquanto isso, em Porto Alegre, o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellar, alega que a legislação municipal permite apenas o transporte individual remunerado por táxis, que têm permissão do município para atuar. A afirmação de Cappellar vai de encontro com o fato de que o Uber ainda não foi lançado na capital gaúcha, o que significa que a cidade já quer se preparar antecipadamente caso a companhia chegue ao local.

Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff afirmou que os serviços do Uber precisam de regulamentação e que contribuem para o desemprego. "Depende também da regulamentação de cada cidade e de cada Estado, porque não é a União que decide isso. Ele tira os taxistas do seu emprego", declarou.

Em contrapartida, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) publicou um estudo detalhado que mostra que não há elementos econômicos que justifiquem a proibição de novos prestadores de serviços de transporte individual de passageiros no Brasil, o que, em tese, inclui o Uber. Para o Departamento de Estudos Econômicos (DEE), que também elaborou a pesquisa, esse formato de prestação de serviço tende a beneficiar os consumidores, uma vez que atende um mercado até então não alcançado – ou atendido de forma insatisfatória – pelos táxis comuns.

Fontes: Uber, Reuters

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