Uber acaba de receber investimento astronômico da Arábia Saudita

Por Redação | 01.06.2016 às 19:43
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O Uber está rindo à toa. A empresa acabou de conseguir um investimento de US$ 3,5 bilhões do governo da Arábia Saudita, país que, curiosamente, proíbe que mulheres dirijam sob a pena de serem chicoteadas.

As informações foram divulgadas pelo New York Times e foram divulgadas em um momento em que os legisladores americanos tentam lançar um documento de 28 páginas relacionado aos atentados de 11 de setembro, indicando o envolvimento da Arábia Saudita. Junto ao documento, um acordo também está sendo feito para que famílias das vítimas processem o governo árabe pelo ataque.

Agora, com esse novo investimento, o governo opressor fica lado a lado com Amazon, Google, Microsoft e outras empresas na lista de investidores da startup.

Segundo informações do Times, o CEO do Uber, Travis Kalanick, receberá um representante do governo árabe no conselho de diretores. "Nossa experiência na Arábia Saudita é um grande examplo de como o Uber pode beneficiar motoristas, usuários e cidades, uma vez que buscamos parcerias para melhorar a economia e reformas sociais", declarou o executivo.

É válido lembrar que além de não poderem dirigir nenhum veículo, mulheres que aceitarem caronas de um homem que não seja seu marido ou irmão podem ser jogadas em água fervendo. Em 2013, duas mulheres árabes foram presas por dirigir e, embora elas tenham escapado das chibatadas, elas ficaram sob custódia da justiça até que seus maridos fossem à polícia assinar um documento dizendo que elas nunca mais dirigiriam.

A pergunta que fica é até onde o Uber quer levar suas "reformas sociais" com as parcerias, não é?

Via: Gawker