"Tinder para namoro sério", Kickoff quer estar em todo o país até o final do ano

Por Rafael Romer | 01 de Maio de 2015 às 07h26
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Em dezembro no ano passado, o Brasil recebeu mais um concorrente para o já agitado mercado de aplicativos de paquera, o Kickoff. Há duas semanas, o aplicativo, que não faz cerimônia ao se definir como "o Tinder para quem quer namoro sério", chegou ao Rio de Janeiro. Agora a meta é chegar a todas as cidades brasileiras até o final do ano.

Em entrevista em Canaltech, o fundador do aplicativo, Clay Spencer, afirmou que a chegada em novas cidades deve crescer a partir de agora, conforme a demanda de pessoas de outras regiões do país pelo app está aumentando. Belo Horizonte deve ser a próxima cidade brasileira a receber o serviço, o que deve acontecer agora em maio - mas ainda sem dia específico. "Entre o lançamento de São Paulo e Rio nós quisemos deixar o app do jeito certo e agora deveremos ser bem mais rápidos no lançamento em novas cidades", disse.

Baseada em Nova Iorque, mas operando hoje só no Brasil, a startup já tem cerca de 150 mil usuários entre São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo Spencer, o principal grupo etário está entre 25 e 29 anos, com um equilibro de quase 50/50 entre usuários homens e mulheres. O objetivo até o final do ano é de chegar a 1 milhão de usuários no Brasil. O app também deve chegar a outros países ainda em 2015, mas nenhum foi divulgado.

Uma das diferenças entre o Kickoff e outros apps semelhantes é que ele seleciona os possíveis parceiros para o usuário baseado em sua lista de amigos e interesses. Além disso, o app também limita o número de pessoas mostradas por dia a dez - se quiser mais "matchs", só voltando no dia seguinte.

A ideia é que a pré-seleção leve a combinações melhores, entre pessoas que tenham mais probabilidade de terem algo em comum e, por isso, tenham mais chance de dar em algo sério e não só em encontros eventuais. Segundo estimativas da empresa, a chance de uma pessoa que você der "sim" se tornar um match é sete vezes maior dentro do Kickoff do que no Tinder.

"Dos usuários que estão no app há pelo menos um mês, metade deles nos disseram que tiveram ao menos um encontro por causa do Kickoff", contou Spencer. "E essa é nossa ideia, nós estamos aqui para criar relacionamentos de verdade e somos para as pessoas que realmente querem conhecer e namorar".

Por outro lado, a dinâmica do app é bem menos diversa do que a de serviços como o Tinder - que mostra todos os usuários dentro da área e faixa etária escolhidas, mesmo que não tenham nada a ver com você. Por isso, é bem provável que você só acabe encontrando sugestões de pessoas já conhecidas ou do mesmo circulo profissional e escolar que você no Kickoff.

Para Spencer, a solução é que mais amigos entrem no app, o que deve ampliar o circulo social e tornar as possibilidades de sugestão para o usuário mais diversas. Mas a equipe já está trabalhando em mais formas de ampliar as sugestões de match, ainda que sem datas específicas de implementação das mudanças.

"No futuro, nós planejamos dar mais opções na página de preferências, nós queremos dar mais controle para o usuário de quem serão as pessoas que ele vai ver. Seja baseado em interesses, escolaridade, trabalho. Poderão ser várias coisas diferentes", explicou.

Por enquanto, o app se mantém gratuito, mas algum tipo de monetização está previsto para o futuro serviço. O CEO ainda não revela qual será o modelo, mas antecipa que ele deverá seguir o formato freemium, no qual o app se mantém gratuito, mas com alguns recursos pagos.

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