Spotify alerta usuários contra o uso de aplicativos hackeados do serviço

Por Felipe Demartini | 05 de Março de 2018 às 09h52
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O Spotify começou, nesta semana, a tomar atitudes contra aplicativos hackeados ou modificados que permitem o uso de contas gratuitas para ouvir música, mas sem as restrições usuais impostas pelo serviço nessa categoria. Começam a se acumular, por exemplo, os relatos de usuários que foram notificados pela empresa sobre essa questão.

Disponíveis principalmente no sistema operacional Android, as versões “piratas” do aplicativo, como costumam ser chamadas, permitem, por exemplo, que o usuário pule quantas faixas quiser, além de livrá-los da exibição de anúncios. Quem utiliza tais soluções, entretanto, pode acabar tendo seu perfil no Spotify suspenso ou banido.

É o que informa um e-mail enviado pela empresa aos usuários que foram detectados usando tais aplicativos. No texto, a companhia avisa sobre as possíveis sanções e diz que o acesso ao serviço por meio desse tipo de solução está sendo bloqueado – a alternativa, claro, é acessar a loja oficial de seu dispositivo móvel e baixar o app oficial do Spotify, que é citado como a melhor forma de usar o serviço e, claro, garantir que as restrições fiquem de pé.

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Nos fóruns oficiais da companhia, não existem relatos sobre banimentos efetivos, mas diversos usuários afirmam terem ficado sem acesso em seus apps modificados. Em outros casos, porém, mesmo com o recebimento do e-mail, tudo continua como está, o que não significa que a situação pode se manter inalterada ao longo dos próximos dias ou horas.

Outros tipos de atitudes parecem estar sendo tomadas pelo Spotify para garantir a integridade de sua plataforma e, principalmente, de seus anunciantes. Na última semana, por exemplo, o Dogfood, uma das principais modificações desse tipo, foi alvo de um pedido de remoção do repositório Github, se vendo obrigado a cortar boa parte de suas características e permanecendo, apenas, com o bloqueio de anúncios.

Lançado em julho do ano passado, o aplicativo contava com outros recursos como o download de músicas ou o acesso a canções específicas, ambos recursos citados como benefícios de uma assinatura paga. De código aberto, o Dogfood também permitia que os usuários fizessem suas próprias modificações e, ao anunciar sua limitação, apontou que isso ainda permaneceria como uma possibilidade, apesar de, oficialmente, o software passar a ser liberado somente com a função que impede a reprodução de propagandas.

Outras aplicações desse tipo, entretanto, continuam disponíveis para download. Como elas não aparecem nas lojas oficiais do sistema operacional nem em repositórios legítimos, como era o caso do Dogfood, remove-las também deve ser bem mais difícil para o Spotify. É justamente por isso que a empresa foca onde pode agir, nos usuários, tentando coibir o acesso a tais alternativas.

A companhia não se pronunciou oficialmente sobre o e-mail enviado aos utilizadores, nem revelou a quantidade de pessoas que receberam notificações desse tipo.

Fonte: Torrent Freak

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