Serviços digitais impactaram até mesmo desbancarizados na pandemia, diz pesquisa

Por Rui Maciel | 30 de Dezembro de 2020 às 16h00
Rob Hampson/Unsplash

Estudo encomendado pela FIS - fornecedora de soluções de tecnologia para comerciantes, bancos e empresas envolvidas no mercado de capitais - e realizado pelo Ipsos, aponta que a pandemia acelerou a digitalização de serviços até mesmo entre os desbancarizados. Segundo a pesquisa, desde o início da crise, 11% dos brasileiros sem conta em banco usaram serviços de entrega via aplicativos e 15% para delivery de compras de supermercado.

Com o nome de ‘Pace Pulse Brasil’, a pesquisa foi realizada com duas mil pessoas, em diferentes regiões do país. E um dos pontos de destaque do documento foca nas novas formas para fazer compras. Pelos dados, 39% dos entrevistados estão usando mais serviços de entrega de restaurante do que antes da pandemia. Da mesma forma, 28% disseram que estão usando o serviço de retirada no local (Take Away) para seus pedidos online ou via smartphones (estes com maior frequência).

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Para Marcelo Goes, Head de Soluções e Produtos para a FIS, a pandemia acelerou um processo que já estava em andamento - a migração para os canais digitais. “Todas as gerações estão fazendo este movimento e acessando variados serviços digitais”, comenta. “Assim como em outros países do mundo, o público desbancarizado está sendo cada vez mais atendido por ferramentas digitais. E conforme os brasileiros continuem a enfrentar incertezas econômicas causadas pela crise sanitária, esses novos comportamentos de compra devem se consolidar”.

Impacto financeiro

O estudo mostra também o impacto da pandemia nas finanças dos brasileiros: metade deles está enfrentando problemas financeiros como redução de salário (28%), bônus adiados (14%), adiamento de promoção (7%) ou perda do emprego (11%).

Hoje, 34% dos consumidores estão enfrentando forte instabilidade financeira em função da pandemia, e estes afirmam que não conseguem pagar as contas dentro do mês, em função da redução de receita. Já as famílias mais instáveis financeiramente são as desbancarizadas, com 24% afirmando que já não conseguem pagar suas contas, seguidas por consumidores que usam varejistas para seus serviços bancários e financeiros.

“Bancos e outros fornecedores de serviços financeiros precisarão ser flexíveis e inovadores para atender às necessidades dos brasileiros, que estão em constante mudança em todos os grupos demográficos", comenta Goes. "Ao mesmo tempo, devem estudar medidas de alívio econômico para apoiar seus clientes, como isenção de multas e taxas, além de maior flexibilidade na hora de conceder e renegociar empréstimos”.

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