Russomanno é contra Uber e promete barrar app se for eleito prefeito de SP

Por Redação | 04 de Julho de 2016 às 20h31
photo_camera Divulgação

Faltando poucos meses para as eleições municipais, os candidados começam a apresentar algumas de suas propostas caso sejam eleitos prefeitos de suas respectivas cidades. É o caso do deputado federal Celso Russomano (PRB), que afirmou em um vídeo que promete revogar a autorização de funcionamento do Uber em São Paulo, recentemente aprovada na capital paulista pelo atual prefeito Fernando Haddad (PT).

No vídeo em questão, Russomano aparece ao lado do vereador Adilson Amadeu (PTB), que defende os taxistas de SP que são contra a regulamentação do aplicativo de corridas. Ele ainda destaca que a operação do Uber na cidade é inconstitucional porque o app precisa se adequar como os taxistas, permitindo, entre outras coisas, o pagamento em dinheiro e a utilização de recibos, como é estabelecido por lei hoje.

"Eu não vou aceitar. Em uma possível administração minha, Adilson, eu vou te dizer e fica claro e transparente: esse decreto será revogado. Esse decreto será revogado", destaca o deputado.

O decreto citado por Russomano foi assinado por Haddad em meados de maio. O funcionamento de aplicativos como o Uber foi baseado em decisões judiciais favoráveis a essas ferramentas, uma vez que a Câmara de Vereadores de São Paulo barrou a legalização desses apps uma semana antes. Mesmo assim, a companhia teve de se adequar a algumas regras, além dos próprios motoristas, que devem possuir a liberação de taxista (o condutax) para trabalhar.

Para Russomano, a regulamentação do Uber na capital só aconteceu porque Guilherme Nazar, gerente de operações de TI do Uber no Brasil, é sobrinho do prefeito Fernando Haddad. A empresa confirmou que Nazar é um de seus funcionários, mas classificou como "incorreto e injusto" dizer que a presença dele na corporação está relacionada com seu parentesco com Haddad, ou que a aprovação do aplicativo na cidade influenciou na decisão de Haddad em regularizar oficialmente a ferramenta.

Apesar da promessa um tanto controversa, Russomano pode sequer concorrer ao cargo de prefeito de São Paulo. O deputado federal foi condenado em 2014 por desvio de recursos públicos, mas recorreu depois de ser eleito naquele ano. O caso então foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que por sua vez pode tornar Russomano inelegível caso o condene até o dia 12 de setembro, data em que serão analisados os pedidos de registro eleitoral.

Já Adilson Amadeu também possui um histórico polêmico. Publicamente contrário ao Uber, ele ameaçou agredir o diretor de políticas públicas da empresa no Brasil, Daniel Mangabeira, durante uma audiência pública na Câmara Municipal da cidade, no início de abril, que discutiu o projeto de lei de regulamentação do aplicativo. Um vídeo registrou o momento em que Amadeu ofendeu o executivo do Uber e ainda deu um tapa na câmera de um cinegrafista que acompanhava a sessão.

Fonte: Revista Época (YouTube)

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