Presidente da Telefônica/Vivo afirma que WhatsApp é "pirataria no pior sentido"

Por Redação | 05 de Agosto de 2015 às 16h51

A Telefônica/Vivo nunca deverá oferecer pacotes de zero-rating com o WhatsApp, de acordo com Amos Genish, presidente da operadora. A declaração foi feita quando o executivo debatia sobre a concorrência no mercado com as empresas OTT (over-the-top), em uma conversa com jornalistas no Congresso ABTA 2015, na última terça-feira (4).

"O WhatsApp é bem mais perigoso que a Netflix, é uma ameaça que precisamos entender melhor", disse o executivo. Ele ainda comenta que o serviço utiliza números de celular da própria operadora para oferecer ligações OTT, sendo que a companhia ainda precisa pagar o valor aproximado de R$ 4 bilhões anuais em Fistel. "É pirataria no pior sentido, é uma operadora na Califórnia usando nossos números e clientes sem obrigações regulatórias, jurídicas e fiscais", complementa.

Para Genish, o aplicativo está trabalhando contra a lei brasileira e nunca deverá haver parceria da operadora com o serviço. Ele ainda fez questão de alertar as empresas concorrentes que já trabalham ou podem aderir ao recurso.

O executivo comenta que ainda não foi possível medir o impacto nas redes ou em receitas das chamadas por IP no WhatsApp por se tratar de um lançamento ainda recente. Genish também cita recursos que já estão no mercado, como o Facetime e o iMessage, da Apple.

Fonte: Mobile Time

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