Onda de banimentos do WeChat remove dezenas de usuários LGBTQIA+ da plataforma

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 13 de Julho de 2021 às 09h05
Igor Almenara/Canaltech

O WeChat, o mensageiro da Tencent extremamente popular na China e que começa a se tornar popular também em outras partes do mundo, excluiu dezenas de contas de usuários LGBTQIA+  na última semana. Usuários teriam violado regras de informação na internet, o que culminou no bloqueio das contas e na exclusão do conteúdo. A comunidade, porém, teme que crescimento na repressão ao conteúdo gay na rede.

Relatos de membros de grupos LGBTQ chegaram à Reuters alegando que o acesso às próprias contas do WeChat havia sido bloqueado na noite do dia 6 de julho. A maior parte das contas eram gerenciadas por universitários.

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“Não posso acreditar que isso está acontecendo em 2021, não posso crer que isso aconteceu nas universidades que deveriam assumir o espírito pioneiro e um lugar de educação e respeito”, disse um usuário em uma publicação no Weibo.

A comunidade LGBTQ ainda é alvo de discriminação ao redor do mundo, e no país asiático não é diferente. Embora tenha sido desqualificada como transtorno psicológico pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1990, a China só removeu a orientação sexual da lista de doenças mentais em 2001.

Em maio deste ano, uma disputa judicial destacou o preconceito de instituições chinesas. O tribunal chinês decidiu manter a descrição de um livro didático, que qualificava homossexualidade como um transtorno mental, de acordo como o South China Morning Post.

Violação teria sido o motivo dos banimentos

Contatado pela Reuters, o WeChat se restringiu a dizer que os grupos “violaram os regulamentos sobre a gerenciamento de contas que oferecem serviço de informação pública na Internet Chinesa”. Nem mesmo pesquisas manuais conseguem encontrar os perfis excluídos. A Tencent não quis fazer comentários.

Em resposta ao banimento, pelo menos dois grupos de estudantes LGBTQ emitiram comunicados contra a remoção das contas no WeChat. As entidades temem que a censura de conteúdo do tipo esteja novamente em alta no país, tomando o espaço dessas pessoas a começar pela internet.

Fonte: BBC, The Guardian

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