Mercado de apps deve movimentar US$ 6,3 trilhões até 2021

Por Felipe Demartini | 20 de Fevereiro de 2019 às 20h40

O que seria dos smartphones sem os aplicativos? Essa é uma verdade absoluta e conhecida por todos que, quando transformada em números, resulta em uma indústria que deve movimentar US$ 6,3 trilhões até 2021 em todo o mundo. E o Brasil aparece na vanguarda dessa onda entre os países emergentes, trazendo grande potencial para desenvolvedores e investidores.

Os dados são da Pew Research, que coloca o nosso país na liderança entre os mercados em desenvolvimento. Por aqui, 60% dos adultos têm um smartphone no bolso, um total que coloca o Brasil à frente de outros nomes de peso como Filipinas (55%), México (52%) e Índia (24%).

O uso de apps, por aqui, também é alto. Segundo informações da App Annie, outra consultoria especializada em comportamento e mercado digital, os brasileiros passam cerca de três horas por dia utilizando aplicativos. Na média, de 70 a 80 softwares são instalados nos smartphones, sendo que de 30 a 40, apenas, são efetivamente usados.

Para Bruno Ducatti, co-fundador do Vet Smart, é a criatividade que diferencia uma solução que vai ser utilizada daquela que pode nem mesmo ser baixada. Para ele, que desenvolveu um projeto de softwares voltados para os cuidados com cães, gatos e outros animais, o atendimento a um problema real e a velocidade, bem como a persistência, são os principais aspectos que levam um desenvolvedor ao sucesso.

“Por aqui, a criação de aplicativos leva em conta o inusitado”, afirma. Ao mesmo tempo em que isso pode levar a um sucesso meteórico, Ducatti também aponta que é preciso pensar no longo prazo, criando um plano de negócios adequado para, pelo menos, dois anos, com projeção de custos e faturamento. Além de resolver um problema real, também é preciso entender de que maneira as pessoas lidam com ele e de que forma o aplicativo se propõe a atuar na entrega de uma solução que funcione, seja útil e, principalmente, gere lucros.

Além disso, claro, o empreendedor aponta os dois itens essenciais para o sucesso de qualquer software: o design e a usabilidade. “No app, o usuário é rei. É necessário que haja investimento para que ele tenha uma experiência prática e não abandone o aplicativo antes de chegar à ‘cereja do bolo’”, explica. “Facilidade é uma das chaves para reter o utilizador.”

Por fim, na hora de publicar, vem o trabalho de otimização e SEO, voltado para fazer com que as pessoas efetivamente encontrem a solução. O cuidado com ícones, screenshots, vídeos, títulos e descrições precisa ser tomado tanto para gerar resultados quanto para evitar problemas com as normas das lojas online — um aspecto que pode colocar absolutamente tudo a perder.

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