Lyft já pensou em ter opção para evitar conversas entre passageiros e motoristas

Por Felipe Demartini | 27 de Julho de 2018 às 11h00
Reprodução

Muitos de nós já tivemos aqueles momentos em que simplesmente não queremos conversar com estranhos. Seja qual for o motivo, essa é uma realidade principalmente em aplicativos de transporte, nos quais nunca sabemos se seremos conectados a um motorista que curte um papo. A Lyft considerou esse tipo de coisa e já teria pensado em incluir uma indicação para os parceiros de que o usuário não está a fim de papo.

Essa ideia foi revelada por Taggart Matthiesen, diretor de produtos da companhia de transportes, que falou sobre o “Modo Zen”. A ideia seria permitir que passageiros, no momento da solicitação da corrida, já indicassem que não querem conversar, garantindo, assim, uma viagem silenciosa até o destino sem o constrangimento de parecer indelicado ou mal-educado.

Seria, também, uma forma de garantir melhores avaliações tanto para condutores quanto passageiros. De um lado, seria uma forma de fazer com que o cliente não soasse rude, deixando suas intenções claras desde o início, enquanto, do outro, a ideia é que estrelas não sejam deduzidas da nota final pelo fato de o motorista curtir uma conversa fiada ou tentar puxar assunto. Todos ganhariam, na visão da companhia.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Mas o recurso nem mesmo entrou em desenvolvimento. De acordo com Matthiesen, a ideia chegou a ser ventilada internamente e considerada interessante, o que pode fazer com que ela até dê as caras no futuro, mas, por enquanto, não existe previsão nem mesmo para o início dos trabalhos com uma opção dessa categoria.

Ainda assim, o executivo afirma que essa ideia se encaixaria bem com uma das iniciativas principais da empresa no momento, que é a criação de corridas mais personalizadas. Esse processo caminha juntamente com a introdução de carros autônomos, prevista para acontecer em alguns anos, e deve incluir, também, elementos como temperatura desejada, controles de iluminação na cabine ou o ângulo do banco para permitir mais conforto.

Mas carros que se dirigem sozinhos não falam, é claro, e a ideia é que as duas coisas caminhem lado a lado. Ainda vai levar algum tempo até que os veículos autônomos comecem a ser usados desta maneira, e ainda mais anos até que os motoristas humanos deixem de ser uma parte integrante dos sistemas da Lyft. E é assim que o “Modo Zen”, quem sabe, poderá ver a luz do dia.

Fonte: The Verge

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.