Grupo no Facebook é solução para falta de transporte privado em cidade dos EUA

Por Redação | 07.06.2016 às 18:10
photo_camera YouTube (Tesloop)

A união de 30 mil pessoas da cidade de Austin, nos Estados Unidos, resolveu quase que por conta própria uma carência de transporte privado no município. Após o Uber e Lyft suspenderem seus serviços por lá, e com a ajuda de um app ainda em desenvolvimento chamado Arcade City, foi criado um serviço informal de caronas, gerenciado e monitorado pela própria comunidade.

O problema começou há cerca de um mês, quando dois dos maiores serviços de transporte privado do país, o Uber e o Lyft, anunciaram a suspensão de seus serviços na cidade de Austin. A interrupção ocorreu devido à derrubada da Proposition 1, uma lei municipal que derrubaria outra regra, mais antiga, que exige a verificação de antecedentes criminais por meio de impressão digital para todos os motoristas desse tipo de plataforma. A derrota aconteceu pelas mãos da própria população, com 56% dos votantes em um plebiscito se manifestando contra a mudança.

Com isso, entretanto, a cidade de quase um milhão de habitantes e 11ª maior dos Estados Unidos se viu subitamente sem transporte. Foi aí que um grupo com cerca de 30 mil usuários tomou a solução para as próprias mãos. Cidadãos começaram a se conectar organicamente com motoristas do Uber e Lyft que, de repente, se viram sem trabalho, e combinaram as corridas entre si por meio do Facebook e sob a supervisão do Arcade City.

Basicamente, o sistema funcionava por meio de postagens — alguém procurando carona publicada com sua origem e destino, além de um horário para chegada (normalmente, a necessidade era imediata). Os motoristas, então, publicavam screenshots de seus perfis no Uber ou Lyft, com avaliações e estrelas, além de fotos e imagens de seus veículos. Até mesmo o preço poderia ser negociado pela rede social, e a publicação era deletada deps de ambos chegarem a um acordo de forma a não floodar a linha do tempo.

De acordo com o Arcade City, o grupo tem funcionado bem pelas últimas duas semanas e, até o momento, nenhum incidente foi registrado. Um sistema semelhante, também descentralizado, é o coração da plataforma que a startup está desenvolvendo — inclusive, uma ideia que foi colocada em prática mais rapidamente do que se esperava devido à necessidade da cidade de Austin.

A ideia do Arcade City é justamente esta: criar um sistema mais liberal de transportes, de forma que os próprios usuários negociem com os motoristas como querem realizar o pagamento, seja em cartão de crédito, dinheiro, abraços ou serviços. Para garantir a segurança, motoristas e clientes podem cadastrar todo tipo de verificação que quiserem, desde perfis em redes sociais até checagem de antecedentes, recebendo uma pontuação de acordo com a quantidade de “positivos”.

Por outro lado, os responsáveis pelo futuro software não comentaram exatamente como monetizarão o sistema. Uma possibilidade é o uso de cartões de crédito, uma modalidade de pagamentos que será recomendada pelo Arcade City para pagamento de corridas, mas não será obrigatória, como no caso do Uber. Mas essa é uma discussão para o futuro, afirmam os responsáveis.

Fonte: TechCrunch