Google remove carteiras de criptomoedas da Play Store

Por Felipe Demartini | 13 de Setembro de 2018 às 11h56
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Pelo menos três carteiras populares de criptomoedas foram retiradas da Play Store nesta quinta-feira (13), pouco após entrar em vigor as novas políticas contra softwares que realizam mineração. O sumiço aconteceu durante a madrugada e atingiu algumas das maiores aplicações para esse fim, incluindo nomes como BitPay, CoPay e Bitcoin Wallet.

Enquanto a Google não falou sobre o assunto, seguindo sua política de não comentar casos individuais, a Bitcoin.com disse acreditar se tratar de um erro de identificação. Comentando a remoção e, depois, o retorno do app à loja, o CEO Roger Ver afirma que, por algum motivo, as carteiras parecem ter sido confundidas com aplicativos de mineração, mesmo não tendo anúncios, citações ou nenhum tipo de indicação desta categoria em seus sistemas.

Ver afirma não fazer ideia de que maneira os sistemas da Google entenderam seu serviço como um minerador, mas acredita que esse seja o caso, também, dos outros aplicativos tirados do ar. As empresas responsáveis, entretanto, não detalharam o assunto — a BitPay disse que sua carteira estará de volta “em breve”, enquanto os desenvolvedores da Bitcoin Wallet não falaram. Juntos, os dois acumulavam mais de 200 mil downloads antes de serem retirados do ar.

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Todas as alternativas desaparecidas trabalhavam com Bitcoins ou Bitcoin Cash. As carteiras são essenciais para quem quer lidar com as criptomoedas, servindo como ponto central para que o usuário deposite dinheiro e faça transações, utilizando a blockchain para registrar essas interações. Elas, entretanto, não geram fundos por si só, apesar de algumas soluções, normalmente mais obscuras, incluírem esse tipo de serviço.

O problema é que, muitas vezes, esse uso não é explicitado e o usuário nem mesmo sabe que seu aparelho está sendo utilizado para mineração. O processo também se tornou popular entre hackers e criminosos, que disseminam malwares para usar não apenas celulares, mas também computadores na geração de fundos que são transferidos diretamente para as contas dos golpistas. O usuário, na maioria das vezes, só percebe a lentidão na máquina e os gastos com internet.

Apesar da remoção dos três softwares populares ser uma indicação de que o cerco está se fechando, reportagem do site The Next Web apurou que ainda existem centenas de aplicativos mineradores disponíveis na Google Play Store, enquanto milhares de outros, já identificados como portadores de malware com essa finalidade, também permanecem disponíveis.

Fonte: The Next Web

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