Free, Lite, Premium: quais as diferenças entre os modelos disponíveis para apps?

Por Colaborador externo

Por Roberto Icizuca*

Não são apenas os centavos a mais ou a menos que diferenciam um aplicativo do outro. As versões à disposição dos usuários contam com benefícios, conteúdos e funcionalidades que variam de uma versão para outra – concebidos para cada tipo de público. Conheça um pouco mais sobre algumas delas:

Gratuito

Os apps inteiramente gratuitos (para download e utilização) geralmente contam com uma função específica. Entre eles estão alguns dos mais populares, como o Facebook, o Instagram e muitos produzidos pela Google, bem como alguns jogos. Em muitos aplicativos, porém, a presença de janelas com anúncios em grande quantidade é constante – já que se trata de uma das formas mais simples de monetizar com o conteúdo free.

Lite

Essa versão pode ser baixada de graça para que o usuário tenha uma “degustação” da experiência. Os apps lite, antes conhecidos como demos, costumam vir com bloqueios de modo que o usuário tenha que pagar pela versão final para acessar todas as funcionalidades. Algumas empresas criam esse tipo de app para um público específico, como é o caso do Facebook com sua versão lite, mais leve, com menos funcionalidades, para atender os países emergentes que têm precariedade no acesso à internet.

Freemium

Neste tipo de aplicativo o pagamento pelo seu uso não é feito de forma direta, mas ele próprio é uma verdadeira loja cheia de funcionalidades para serem compradas dentro dele. O aplicativo é gratuito (free) para download, e pago (premium) para quem desejar. O modelo é bastante usado para jogos em que o usuário espera (ou conta com os “amigos” para desbloqueá-las) ou paga um valor para garantir a continuação em uma fase. A verdade é que as pessoas só comprarão as funcionalidades pagas no app se puderem conhecê-las. Analogamente, é como um filme e seu trailer: as melhores partes estão ali para que o público se interesse pelo todo.

Premium

Esse modelo pode funcionar bem para qualquer app ou jogo, mas deve ser particularmente relevante para os que contam com muitas funcionalidades ou que atendam a um nicho muito específico de mercado. Algumas categorias, como as de jogos infantis, podem monetizar com esse tipo de app pago, ao invés de apostar em anúncios ou compras dentro do aplicativo. Entretanto, esse modelo pode limitar o potencial de lucro, especialmente nos mercados emergentes, onde os apps Freemium, Lite e Gratuitos são mais aceitos.

*Roberto Icizuca é diretor de criação da Ø1 Digital (www.zeroum.com.br) empresa pioneira da Internet no Brasil que oferece soluções de comunicação digital mobile, como idealização e desenvolvimento de aplicativos infantis e educativos como os sucessos Galinha Pintadinha, Patati Patata, Palavra Cantada, Bebê Mais, MPBaby e Os Pequerruchos.