Ex-Uber lança app focado no compartilhamento de caronas para ir ao trabalho

Por Redação | 09 de Abril de 2015 às 10h44

Buscando reduzir o tráfego das cidades em que estão instaladas, grandes empresas de todo o mundo investem cada vez mais em ônibus fretados, que realizam uma rota específica pegando os funcionários pelo caminho. Não é toda empresa, porém, que tem cacife o suficiente para fazer isso e essa é uma lacuna que, agora, o aplicativo Ride deseja suprir.

Criado por Oscar Salazar, o primeiro diretor de tecnologia da plataforma de transportes Uber, o software foi lançado nesta semana para o iOS e tem como foco o mercado corporativo. A ideia aqui é que pessoas que trabalham em um mesmo local – pode ser até mesmo um prédio de escritórios, com gente de mais de uma empresa – dividam seus carros e criem um sistema de carona compartilhada, de forma a chegarem de forma mais confortável ao serviço.

Todo o processo acontece de forma automatizada, por meio de um algoritmo proprietário. Ao se cadastrarem, os usuários devem registrar seus endereços, horários e veículos, caso possuam, e indicar se desejam ser um motorista ou passageiro. Rapidamente, o app une as pessoas de acordo com a melhor rota da casa do “piloto” até o local de trabalho, de forma a preencher todos os assentos do carro e otimizar a carona.

O caminho a seguir é indicado pelo próprio Ride, por meio do GPS, que também é responsável pela cobrança. Nada de negociar pessoalmente, pois ao usar o software, cada caronista deve pagar uma taxa de acordo com o percurso realizado e o preço da gasolina em postos da região, um dinheiro que é convertido ao dono do carro – menos 10%, que é a tarifa cobrada pelo app. A estimativa é de uma economia de 40% em relação aos custos individuais de dirigir até o trabalho.

Com design semelhante ao do Uber – afinal de contas, foi criado por um dos responsáveis por seu estilo visual –, o Ride também permite que os carros sejam acompanhados em tempo real. Assim, quem ainda está em casa pode saber exatamente onde está a carona e se preparar de acordo, seja descendo para portaria do prédio ou, então, demorando mais alguns minutos para tomar o café da manhã.

Além disso, fazem parte dos planos de expansão do Ride um serviço de empréstimos de vans, caso alguns locais sejam bastante requisitados em termos de carona. Essa regalia deve vir pelas mãos da TPG, uma firma de investimentos que é a sócia majoritária da startup e também proprietária de uma antiga subsidiária da montadora Chrysler que trabalha, justamente, com transporte focado em caronas.

Isso, porém, é para o futuro. Após testes considerados bem-sucedidos na Universidade de Stanford, realizados nos primeiros meses do ano, o Ride abre agora seus serviços para as companhias interessadas, mas inicialmente apenas nos Estados Unidos. Um dos primeiros clientes, afirma a empresa, é uma grande companhia de bens de consumo do estado de Oregon.

Por fim, vale citar ainda a participação do ator Ashton Kutcher como um dos investidores iniciais do Ride. Outro ponto interessante é que a TPG é uma das principais investidoras do próprio Uber, tendo colocado dinheiro no serviço em 2013, quando ele ainda estava em seus estágios iniciais, mas já começava a ganhar tração no mercado.

Fonte: The Wall Street Journal

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