Estado Islâmico usa WhatsApp e Telegram para vender escravas sexuais

Por Redação | 06 de Julho de 2016 às 20h06
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O grupo terrorista Estado Islâmico tem utilizado aplicativos criptografados, como o WhatsApp e o Telegram, para cometer graves crimes. De acordo com os resultados de uma investigação da Associated Press, o grupo extremista vem fazendo uso dessas ferramentas para vender mulheres, entre elas crianças, como escravas sexuais.

"Virgem. Bonita. Tem 12 anos ... Seu preço é US$ 12.500 e será vendida em breve", diz um membro do grupo. A mensagem foi enviada à agência por um ativista da comunidade Yazidi, no Iraque, que tem tentado libertar cerca de 3 mil mulheres e meninas das mãos dos extremistas.

Além do anúncio da menina de 12 anos em um grupo com centenas de membros, a AP teve acesso a uma mensagem no WhatsApp que mostra uma mulher com seus filhos de três anos e sete meses sendo vendidos por US$ 3.700.

Estima-se que 2.554 mulheres e meninas foram liberadas por contrabandistas pagos por ONGs e familiares. Mas desde maio o ritmo de resgates diminuiu por dificuldades financeiras e porque os jihadistas reforçaram a segurança dos cativeiros. O resultado das medidas foi uma grande queda no número de resgates: apenas 39 mulheres foram libertadas nas últimas seis semanas, de acordo com dados do governo regional.

Um dos porta-vozes do Telegram, Markus Ra, garantiu à Associated Press que a companhia tem feito o possível para evitar abusos e violações de uso do serviço, e que constantemente elimina canais públicos usados pelo Estado Islâmico. Matt Steinfeld, porta-voz do WhatsApp, afirmou que não há tolerância para este tipo de comportamento e solicitou que usuários que tiverem acesso a esse tipo de conteúdo façam denúncias para que as contas sejam desativadas.

Fonte: BGR

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