Estado Islâmico tem aplicativo próprio para Android

Por Redação | 08 de Dezembro de 2015 às 14h43
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A máquina de informação e recrutamento do Estado Islâmico chegou a novos patamares nesta semana com a descoberta de que o grupo terrorista possui um aplicativo próprio. A solução, disponível exclusivamente para o sistema operacional Android, não está acessível na Google Play Store, mas pode ser encontrada sem muita dificuldade por meio de serviços de torrent, links em redes sociais ou sites associados à causa.

Alimentado pelo Amaq, que o ISIS utiliza como um serviço oficial de informação, o aplicativo traz textos, fotos e vídeos sobre as operações do grupo. Notas sobre novos territórios conquistados, ostentação de armas obtidas ou textos doutrinatórios para recrutamento dividem espaço com imagens diretamente do campo de batalha, o que inclui os violentos vídeos de execuções de infiéis. A maioria das mortes acontece por decapitação.

De acordo com o Ghost Security Group, equipe de hackativistas dissidentes do Anonymous e que agora trabalha para o governo americano, o lançamento do aplicativo aconteceu recentemente e veio como resposta ao fechamento de diversas contas ligadas ao ISIS. Essa foi uma das etapas da “guerra virtual” declarada pelos anônimos aos terroristas após os atentados que deixaram mais de uma centena de mortos em Paris, no dia 13 de novembro.

Segundo os especialistas, o ISIS pode ter criado um sistema muito mais difícil de conter. Ao contrário de perfis no Twitter e Facebook, remover serviços online é muito mais difícil, e como a utilização do aplicativo móvel acontece de celular em celular, o combate contra sua proliferação se torna ainda mais complexo. Além das redes sociais e sites associados, o software também estaria sendo distribuído por meio de mensageiros instantâneos criptografados, como o Telegram e o Signal.

A escolha do Android também faz sentido, já que ao contrário do iOS, por exemplo, qualquer pessoal pode instalar o aplicativo, mesmo que ele não esteja disponível na loja online. Caso fosse disponibilizado na Google Play Store ou Apple App Store, o software nem chegaria a ser aprovado. Contudo, isso não impede que qualquer pessoa baixe a aplicação e a execute em seu próprio aparelho, tornando-a uma ferramenta bastante eficaz para proliferação da causa terrorista.

Fonte: CS Monitor