Especialista em marcas aponta os erros mais comuns na hora de nomear um app

Por Redação

Com a explosão do mercado mobile, uma avalanche de novos aplicativos surge a todo instante. Muitos deles fazem um tremendo sucesso, outros nem tanto, e as causas são diversas: desde saturação do mercado e ideias não tão criativas, até desenvolvimento precário do app e um nome mal escolhido. Isso mesmo, o nome do aplicativo é um dos quesitos principais na hora de chamar a atenção do usuário.

E quem diz isso é Margaret Wolfson, fundadora da River + Wolf, empresa especializada em marcas e nomes comerciais. De acordo com a expert, “enquanto um nome fraco não necessariamente será um desastre para um produto bem concebido, um nome incrível causa uma primeira impressão extremamente importante”.

Com isso em mente, Wolfson elaborou uma lista com alguns dos erros que desenvolvedores mais cometem na hora de escolher o nome de seus aplicativos.

Criar nomes facilmente esquecíveis

Um bom nome é aquele que, entre outras coisas, é fácil de lembrar. Ao pesquisar nas categorias das lojas de dispositivos móveis, os usuários se deparam com milhões (literalmente) de apps à sua disposição, e nem sempre vão abrir as informações de um por um para ver qual é mais interessante. Então um aplicativo superbacana pode passar despercebido aos olhos do usuário, mas com um nome chamativo e fácil de lembrar esse problema é reduzido.

A dica é: combinar a função do app na hora de escolher seu nome. Alguns exemplos de aplicativos de sucesso que seguiram essa premissa são o Evernote, Flipboard e Wunderlist.

Pensar em nomes muito grandes

Um bom nome deve passar uma mensagem ou ideia, mas ser curto o suficiente para tal. De acordo com a especialista, nomes de apps com entre uma e três sílabas são os mais fáceis de serem lembrados, e nomes com mais de 11 caracteres são uma péssima ideia - quando o assunto são apps de dispositivos móveis.

A dica aqui é: sintetizar. Se o aplicativo pode ser incrivelmente descrito com duas palavras, que tal juntá-las em uma única palavra inédita? Essa é a tática usada por apps de sucesso como Instagram, Snapchat, Pinterest e Soundcloud.

Apostar nas maiúsculas

Na internet, escrever em caixa alta pode passar a impressão de se estar gritando - e ninguém gosta disso. No mundo dos aplicativos móveis, utilizar letras maiúsculas pode ser uma boa pedida para a inicial do nome, ou ainda para ressaltar uma letra importante da palavra.

A dica aqui é: não “inventar moda”. É bacana usar letras maiúsculas para definir entonações e pronúncias, mas com cautela. A especialista dá um exemplo hipotético de um app chamado “PieDish”, que, caso fosse escrito como “Piedish” poderia ser lido como “Pied Ish” e perder seu sentido.

Desconhecer seu público

Além de considerar as funções do serviço oferecido pelo aplicativo, seu desenvolvedor precisa ter em mente quem será seu público-alvo na hora de definir estratégias de publicidade e, claro, o nome do app.

A dica aqui é: estude sua audiência. Saber do que gostam e pelo que se interessam os indivíduos que consumirão seu serviço certamente ajudará na hora de elaborar um nome que descreva o produto, mas que também tenha alguma identificação com os usuários.

Copiar nomes bem-sucedidos

Muita gente acredita que seja mais fácil fazer seu novo serviço “pegar” caso o nome dele esteja de alguma forma associado a outro bem-sucedido, mas isso pode ser um “tiro no pé”. Os melhores nomes são, sem sombra de dúvida, originais.

A dica aqui é: ouse! Brinque com metáforas ou nomes que remetam à função do aplicativo, indo além dos primeiros nomes que surgirem em mente. Um bom exemplo disso é o Shazam, que identifica o áudio de uma música e informa qual seu nome, seu intérprete e pode até mesmo exibir sua letra. Apesar do nome “Shazam” não remeter imediatamente a um serviço de identificação de músicas, essa expressão é usada na hora em que fazemos grandes descobertas - tudo a ver com a proposta do aplicativo.

Não consultar um especialista em marcas

E isso não é somente porque esse profissional tem uma base de estudos suficiente para criar uma boa marca, mas também para verificar se já não há outro serviço utilizando o nome que você inventou, ou algum problema do tipo. É praticamente um suicídio publicitário lançar um serviço ou produto com um nome, e precisar mudá-lo depois porque descobriu já existir outro app com essa marca.

E caso não queira ou não seja financeiramente possível contratar esse profissional, a dica aqui é: atente-se ao fato de que não são somente nomes inteiros que podem se tornar marcas registradas. É possível registrar os direitos sobre uma palavra ou frase parte do nome completo, ou ainda registrar ícones e logos, slogan e sons.

Fonte: The Next Web

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