Chat, o próximo app oficial de mensagens do Android, não oferecerá criptografia

Por Ramon de Souza | 20 de Abril de 2018 às 18h44
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A Google anunciou que as próximas versões do Android virão de fábrica com o Chat, aplicativo de mensagens que pretende substituir os bons e velhos SMS, funcionando de maneira similar ao iMessage, da Apple. Ao lado de diversas fabricantes e operadoras, a Gigante das Buscas projetou um novo protocolo batizado de Rich Communication Services (RCS), que suporta confirmações de leitura, fotos e vídeos em alta resolução e até mesmo conversas em grupo. Porém, a empresa parece ter se esquecido de um "pequeno" detalhe: a segurança dos usuários.

Acontece que, tal como já ocorria com os “torpedos”, o RCS não contará com criptografia ponta-a-ponta, o que significa que as mensagens trocadas através da tecnologia continuarão suscetíveis a interceptações (sejam governamentais ou criminosas). Isso torna o Chat bem menos seguro do que o WhatsApp, o Signal ou o iMessage — que é justamente o serviço com o qual a Google mais pretende concorrer. Por conta disso, a novidade está sendo recebida com uma chuva de críticas.

Um dos principais ataques veio de Joe Westby, pesquisador de tecnologia e direitos humanos da Anistia Internacional. “Em pleno escândalo de dados do Facebook, a decisão da Google não é só perigosa, mas também está em desacordo com as atitudes atuais para privacidade de dados. Isso significa que a Google estará ativamente encorajando os donos de celulares Android a desistir de sua privacidade ao migrar para um serviço no qual suas comunicações estarão aí para qualquer um que queira vê-las”, afirmou Westby.

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No Twitter, diversos internautas e personalidades seguiram criticando o recurso. Sean McElroy, fundador do sistema bancário Alkami, afirmou que o RCS estará morto assim que ele nascer. “Desenhar uma nova plataforma de bate-papo em 2018 sem criptografia ponta-a-ponta é uma falha. Os usuários precisam da forma do Signal e da simplicidade do Telegram — não de ‘inovação’ das operadoras que vão drenar e monetizar”, explicou.

Até o momento, a Google ainda não se pronunciou publicamente a respeito.

Fonte: Business Insider

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