Brasília não vai interferir no preço do Uber, apesar de pedido de motoristas

Por Redação | 11 de Agosto de 2016 às 16h35

Um grupo de cerca de 200 motoristas do Uber se reuniu nesta quarta-feira (10) com o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, para discutir temas relacionados ao aplicativo de transporte individual. Uma das queixas foi a tarifa, com os motoristas pedindo um aumento do valor cobrado dos clientes.

O Poder Executivo distrital, no entanto, afirmou que não lhe cabe esse controle, mas, sim, ao mercado. Ou seja, é o próprio Uber que vai decidir a tarifa com base na concorrência. Atualmente, o valor é de R$ 1,25 por quilômetro rodado na versão mais barata, o UberX.

Brasília afirma ter sido a primeira unidade da Federação a regular aplicativos como o Uber através de uma lei (São Paulo, por exemplo, autorizou a modalidade através de um decreto). Os aplicativos pagam 12% sobre as receitas por meio do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza.

Sobre o Uber, Rollemberg diz que a regulamentação do serviço era uma necessidade dos brasilienses. "É uma prestação do serviço cada vez melhor, mais rápida, barata e de qualidade. Os outros que não estiverem como acompanhar serão superados", avisou, sem mencionar os taxistas, que são contra os aplicativos.

De acordo com a Lei número 5.691, de 2 de agosto de 2016, que sancionou o funcionamento dos aplicativos de transporte individual, o Governo não vai limitar o número de veículos do Uber (a categoria dos taxistas pedia que fossem apenas a metade da frota de táxis). Para operar pelos aplicativos, os carros precisam ter quatro portas, ar-condicionado e devem ser licenciados no Distrito Federal. Os veículos também não podem ter mais de cinco anos a partir do primeiro Certificado de Registro de Licenciamento de Veículo.

Fonte: Agência Brasília

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.