Apple renegocia participação na receita de streaming com gravadoras

Por Redação | 22 de Junho de 2017 às 13h54

A Apple está conversando com diversas empresas da indústria fonográfica para revisar seus negócios. O intuito da gigante de Cupertino é aproveitar a época de renovação de contratos, que expiram no final deste mês, e pegar uma fatia maior da receita obtida com o seu serviço Apple Music em relação à porcentagem obtida pelas gravadoras.

Desafios para o Apple Music

Segundo relatório divulgado pelo Bloomberg, a Apple quer pagar uma taxa menor em comparação ao valor que Spotify paga às gravadoras.

Nos primeiros dias do lançamento do serviço Apple Music, a empresa demostrou grande esforço para fechar negócios com as grandes empresas da indústria musical. Além disso, havia o receio de que o serviço iria "canibalizar" o iTunes, que, até então, já distribuia canções de forma digital e representava uma parcela grande da receita da companhia.

Entretanto, após dois anos em funcionamento, o serviço de streaming não foi tão prejudicial quanto se esperava, e ainda existem diversas gravadoras interessadas na plataforma da Apple, mesmo que com um pouco de receio.

O relatório também afirma que as gravadoras solicitam que a Apple impulsione o iTunes em países onde o streaming não é tão forte. No Japão e na Alemanha, por exemplo, as músicas são consumidas, em grande parte, por meio de mídias físicas em vez de transmissões online. Em países emergentes, os consumidores preferem fazer o download a aderirem a serviços de streaming.

No acordo com as gravadoras, a Apple pede 58% do lucro gerada pelo Apple Music, enquanto o Spotify reduziu sua fatia para 52%. Pessoas familiarizadas com o assunto disseram que a oferta da empresa da Maçã pode ser renegociada, desde que as gravadoras estajam aptas a trazerem mais assinantes, bem como atender a outros requisitos impostos pela Apple.

Via: Bloomberg

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