Grupo em português sobre o Estado Islâmico está sendo monitorado no Telegram

Por Redação | 16 de Junho de 2016 às 18h17
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O aplicativo de mensagens Telegram tem sido usado para troca de informações sobre o Estado Islâmico (EI) por meio de um grupo português, intitulado Nashir Português.

O grupo, que faz referência à Nashir News Agency (agência do grupo terrorista para divulgar suas notícias), está sob monitoramento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sempre atenta a qualquer atividade suspeita, ainda mais agora que o país está tão próximo de um grande evento, as Olimpíadas no Rio.

"Essa nova frente de difusão de informações voltadas à doutrinação extremista, direcionada ao público de língua portuguesa, amplia a complexidade do trabalho de enfrentamento ao terrorismo e representa facilidade adicional à radicalização de cidadãos brasileiros", destacou a Abin. Segundo informações da agência de monitoramento SITE Intelligence Group, o Nashir Português foi criado em 29 de maio e foi desenvolvido após usuários de língua portuguesa demonstrarem interesse em mensagens traduzidas do EI, como, por exemplo, o discurso de um dos líderes do Estado Islâmico, Abu Muhammad al-Adnani.

Nashir Português

Recentemente, mostramos aqui no site alguns veículos de comunicação acusados de facilitar atividades terroristas, e o posicionamento da Abin é bem próximo: "As organizações terroristas têm empregado ferramentas modernas de comunicação para ampliar o alcance de suas mensagens de radicalização direcionada, em especial, ao público jovem".

Por mais assustador que pareça, é preciso olhar para a ameaça como algo real e não tão distante assim. Em abril deste ano, a Agência Brasileira de Inteligência fez um alerta, preocupada com os Jogos Olímpicos. Um terrorista de 22 anos do Estado Islâmico, que decapitava sírios em vídeos, disse: "Brasil, vocês são nosso próximo alvo". Ainda sobre o evento no Rio, apesar de falarmos em "grupos terroristas", a grande preocupação da Abin está ligada aos chamados "Lobos Solitários", pessoas capazes de praticar ataques sozinhas, como o que aconteceu em Orlando, no último domingo (12).

Alerta máximo

Dez delegações, entre elas dos Estados Unidos e Canadá, são classificadas pela agência com nível “muito alto” para ataques. O nível de ameaça da delegação brasileira é considerado alto. *O monitoramento das redes sociais é uma das atividades da Abin para combater o terrorismo e, por razões de segurança, não são divulgados o número de pessoas que se dizem autoproclamadas e que são monitoradas.

Fonte O Dia