Uber recebe novo investimento e é avaliado em US$ 40 bilhões

Por Redação | 04 de Dezembro de 2014 às 19h16
photo_camera Divulgação

Após algumas semanas agitadas por conta de críticas envolvendo estratégias agressivas de crescimento, o Uber, serviço americano de compartilhamento de carros, recebeu US$ 1,2 bilhão em uma nova rodada de investimentos que eleva o valor captado em US$ 2,7 bilhões. O anúncio foi feito pelo CEO da companhia, Travis Kalanick, no blog oficial da ferramenta.

De acordo com o executivo, a empresa está seis vezes maior do que era há um ano, e todo o dinheiro será usado em novos "investimentos estratégicos", principalmente em países da Ásia. "Este financiamento que recebemos agora permitirá ao Uber fazer investimentos importantes, especialmente na região do Pacífico asiático", declarou. Atualmente, o aplicativo do Uber está disponível em mais de 250 cidades em 50 países diferentes, incluindo o Brasil com São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

No comunicado oficial, Kalanick não divulgou o valor de mercado da empresa. Contudo, fontes especializadas no assunto estimam que a companhia seja a startup mais valiosa do mundo, podendo ser avaliada em US$ 40 bilhões. Segundo o site TechCrunch, entre os novos investidores estão os grupos Sequoia – dono de participações na Apple, Electronic Arts, Google e PayPal –, TPG, Fidelity Investiments, Wellington Management, Kleiner Perkins Caufield & Byers e Menlo Ventures.

"Temos uma jornada interessante pela frente, e quero agradecer a todos os pilotos, motoristas e funcionários do Uber que tornaram possível levar a empresa aonde chegou hoje. Me sinto inspirado e cheio de energia a cada dia pelo trabalho que fazemos, pelas pessoas que ajudamos e pelo impacto que [o Uber] pode trazer para causar mudanças positivas em cidades ao redor do mundo", destacou Kalanick.

Polêmicas

O novo investimento de US$ 1,2 bilhão pode acalmar as críticas sofridas pelo Uber nos últimos meses.

Em um dos casos mais recentes, a empresa de segurança GironSec disse à revista Forbes que o aplicativo é capaz de coletar em aparelhos Android dados de localização ou bancários para pagamentos, log de chamadas, mensagens de texto e até informações do próprio smartphone, como ID e protocolo de segurança de redes Wi-Fi. Outra situação foi de um candidato a uma vaga de emprego no serviço que disse ao jornal The Washington Post ter tido acesso a todo o banco de dados de usuários da plataforma.

Isso tudo aconteceu em novembro. No mesmo mês, o BuzzFeed divulgou que a companhia estaria em busca de um pesquisador que iria "atacar a indústria de táxis", uma vez que o mercado de transporte atual é contra a proposta do Uber. Um mês antes, a empresa foi acusada de machismo em uma campanha que prometia aos consumidores serem levados para seus destinos por "motoristas gatas".

Além dos taxistas, prefeituras de algumas cidades onde o Uber está disponível são contra a utilização do app. Em Berlim, na Alemanha, a ferramenta foi banida em agosto pelo governo local por "questões de segurança". Já em São Paulo, a Secretaria Municipal de Transportes cogitou suspender o aplicativo e até retirá-lo do ar.

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