Snapchat ganhará função para compartilhar notícias e publicidade, diz WSJ

Por Redação | 20 de Agosto de 2014 às 11h15
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Embora o Instagram pertença à maior rede social do mundo, o Facebook, quando o assunto é compartilhamento de fotos não tem para ninguém: o Snapchat sai na frente como o aplicativo mais usado para mandar imagens entre os internautas. Segundo dados da comScore, são cerca de 27 milhões de usuários ativos mensalmente e 500 milhões de fotos enviadas todos os dias.

Com tanto sucesso, é natural que o app ganhe novas funções ao longo do tempo. E é exatamente isso o que deve acontecer nos próximos meses. Fontes familiarizadas com o assunto disseram ao Wall Street Journal que a ferramenta para dispositivos móveis poderá ganhar em breve uma série de recursos inéditos, como o envio de vídeos curtos com cenas de filmes e programas de TV, notícias, reportagens e até mesmo propagandas. A startup já teria iniciado as negociações com empresas parceiras, e o chefe executivo da companhia, Evan Spiegel, participou de reuniões com executivos de publicidade em Nova York nas últimas semanas.

O aplicativo ganhará um derivado chamado Snapchat Discovery, planejado para estrear em novembro deste ano. Segundo o jornal, "pelo menos uma dúzia de empresas de mídia, incluindo jornais, revistas e redes de televisão", têm discutido formas de levar seus respectivos conteúdos para o Discovery. Todos esses arquivos entrariam no sistema de funcionamento do Snapchat, ou seja, toda vez que o usuário visualizasse uma notícia ou vídeo, aquele conteúdo se autodestruiria segundos depois.

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Em outubro do ano passado, a empresa lançou o Snapchat Stories, uma espécie de registro de atividades que fica disponível para os seus amigos durante um período aproximado de 24 horas. Por meio do recurso é possível usar os seus snaps para contar uma história, juntando vídeos e fotos em sequência. O Snapchat Discovery seria um segundo produto derivado do app original lançado pela companhia para ampliar os seus negócios e atrair um número maior de anunciantes, uma vez que o software é um dos mais usados entre jovens e adolescentes no mundo todo.

Criado há quase três anos na Califórnia, o Snapchat é considerado uma das startups mais valorizadas por acionistas e especialistas do mercado de tecnologia. Tanto é que, no final de 2013, a empresa recusou uma oferta de US$ 3 bilhões feita por ninguém menos que Mark Zuckerberg, CEO do Facebook. Na época, Spiegel disse não ter aceitado o valor bilionário porque a forma como a negociação foi conduzida não o convenceu de que seria uma boa ideia vender sua empresa - ele e o cofundador, Bobby Murphy, receberiam US$ 750 milhões cada um se aceitassem a oferta. Por não ter conseguido comprar o Snapchat, o Facebook então lançou um aplicativo concorrente, o Slingshot.

O Snapchat possui versões para iOS e Android. A imagem ou vídeo compartilhado, que também pode ser rabiscado com desenhos ou anotações, é apagado automaticamente pelo app após 10 segundos - ou, no caso do recurso Stories, o tempo é ampliado para até 24 horas. Após esse intervalo, não há mais como recuperar o conteúdo pois ele é excluído definitivamente tanto do armazenamento do dispositivo quanto do servidor da companhia.

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