Policiais colocam informações falsas no Waze para enganar motoristas

Por Redação | 12 de Fevereiro de 2015 às 15h39

Desde que surgiu há alguns anos, o Waze escalou rapidamente para o topo entre os aplicativos mais úteis para qualquer motorista. O serviço não apenas indica o caminho a seguir nas estradas, como também informações sobre o trânsito, acidentes, radares de velocidade e a presença de policiais. E é justamente esses dois últimos aspectos que têm chamado a atenção das autoridades, principalmente nos Estados Unidos, fazendo com que elas se oponham a determinados aspectos do app.

Falando ao canal americano NBC 6 South Florida, o sargento Javier Ortiz, da polícia de Miami, afirmou que o uso do Waze contribui para deixar as ruas menos seguras. Ao conhecer a localização de radares, por exemplo, os motoristas estariam infringindo leis de trânsito, andando acima da velocidade e reduzindo apenas no exato momento de passar pela fiscalização.

O mesmo vale para as indicações de postos policiais ou operações em público. Bandidos poderiam usar essas informações para planejar crimes ou criar rotas de fuga, ou ainda pior, entrar em conflito armado com os oficiais. Apesar de não ter apresentado dados concretos para corroborar suas afirmações, Ortiz disse que a popularização do app se torna cada vez mais perigosa.

Depois de ver conversas com os desenvolvedores e orientações para os usuários se tornarem infrutíferas, a polícia decidiu tomar ações mais práticas e está inundando o serviço com informações falsas. As inserções seriam feitas pelos próprios oficiais, além de suas famílias e amigos, como forma de confundir potenciais criminosos e promover uma maior segurança no trânsito.

A iniciativa já tem seus críticos. O xerife Scott Israel, do condado de Broward, no sul da Flórida, disse que a medida apenas interfere na utilização legítima dos usuários, ao mesmo tempo em que não muda em nada a ação de criminosos. Para ele, se alguém tem intenções maliciosas ou quiser entrar em confronto com a polícia, a ação vai independer do uso do aplicativo, uma vez que elas já eram feitas antes dele existir. Sendo assim, não existe lógica nas ações dos colegas e, mais do que isso, elas apenas contribuem para uma maior desinformação da população.

Apesar do motivo nobre, para alguns, essa não é a primeira vez que usuários abusam da característica social do Waze. Como o sistema não checa as informações inseridas, mas confia na própria comunidade para fazer isso, existem diversos relatos de grupos de pessoas utilizando o aplicativo com fins próprios, inclusive no Brasil. Um dos exemplos mais comuns é a indicação de blitzes relacionadas à Lei Seca e voltada para pegar motoristas embriagados.

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